Cappelli cobra investigação e bloqueio de bens após Vorcaro acusar Ibaneis de exigir propina no negócio BRB-Master

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – O ex-interventor federal na segurança pública do Distrito Federal Ricardo Cappelli cobrou uma investigação sobre as acusações feitas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro contra o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), que teria exigido R$ 400 milhões em propina para viabilizar a operação entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. Cappelli também defendeu o rastreamento dos recursos e o bloqueio de bens dos responsáveis.

A manifestação foi publicada na rede social X nesta quarta-feira (21), após reportagem de Natália Portinari, do UOL, revelar detalhes da proposta de delação premiada de Vorcaro e mensagens obtidas pela Polícia Federal. Segundo o empresário, R$ 80 milhões teriam sido entregues em dinheiro vivo a Leonardo Valverde, apontado como braço direito de Ibaneis.

“BOMBA! Vorcaro acusa Ibaneis de exigir R$ 400 milhões em propina na operação BRB-Master. R$ 80 milhões teriam sido pagos em espécie. É preciso investigar, rastrear o dinheiro e bloquear os bens dos responsáveis. O povo do DF não pode pagar essa conta!”, escreveu Cappelli.

Vorcaro relata cobrança de R$ 400 milhões

Segundo a investigação divulgada pelo UOL, Vorcaro afirmou, em sua proposta de colaboração premiada, que a exigência de propina ocorreu depois de um encontro com Ibaneis em setembro de 2024, na residência do então banqueiro, em Brasília.

O suposto acordo teria sido negociado com Leonardo Valverde e estabelecia o pagamento de R$ 400 milhões após a concretização da fusão entre as instituições financeiras. Desse total, R$ 200 milhões seriam entregues em espécie, enquanto os outros R$ 200 milhões seriam transferidos por meio de um contrato fictício com um escritório de advocacia indicado pelo então governador.

Vorcaro também declarou que Ibaneis teria direito a uma participação de 5% no novo banco, por intermédio de uma empresa de fachada.

De acordo com o relato do ex-banqueiro, aproximadamente R$ 80 milhões foram antecipados em espécie e entregues a Valverde por seu motorista. Vorcaro afirmou que os registros dessas operações estavam armazenados em seu celular.

A Polícia Federal identificou mensagens que mostram pelo menos dez entregas de encomendas destinadas a um interlocutor chamado “Léo” ou “Dr. Léo”, que os investigadores suspeitam ser Valverde. As movimentações ocorreram entre novembro de 2024 e agosto de 2025.

PF aponta participação de Ibaneis nas negociações

Além das acusações de propina, mensagens analisadas pela Polícia Federal indicam que Ibaneis acompanhou diretamente as negociações entre o BRB e o Master, incluindo a ampliação de capital do banco público, a aquisição de carteiras de crédito e a tentativa de compra da instituição privada.

As tratativas começaram em setembro de 2024, quando Ibaneis participou de encontros com Vorcaro e outros integrantes do governo distrital. Posteriormente, o BRB ampliou seu capital e adquiriu R$ 9,5 bilhões em carteiras de crédito do Master até fevereiro de 2025.

Em março daquele ano, o banco público anunciou a aquisição de 58% do controle do Master. Entretanto, a operação foi barrada pelo Banco Central em setembro de 2025, após a identificação de irregularidades envolvendo ativos negociados entre as instituições.

A autoridade monetária decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro de 2025.

Defesa de Ibaneis nega interferência no BRB

Procurada pelo UOL, a defesa de Ibaneis Rocha, representada pelo advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, rejeitou as acusações e afirmou que não comentaria uma proposta de delação que, segundo ela, não foi aceita por falta de provas.

O advogado também sustentou que o ex-governador concedia autonomia ao então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, para conduzir as negociações e que não participava das decisões administrativas e operacionais da instituição.

BOMBA! Vorcaro acusa Ibaneis de exigir R$ 400 milhões em propina na operação BRB-Master. R$ 80 milhões teriam sido pagos em espécie. É preciso investigar, rastrear o dinheiro e bloquear os bens dos responsáveis. O povo do DF não pode pagar essa conta!— Ricardo Cappelli (@RicardoCappelli) October 21, 2026

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