Capoeira inicia articulação para entrar no programa olímpico e mira os Jogos de 2032

Capoeira inicia articulação para entrar no programa olímpico e mira os Jogos de 2032 - Foto
Fonte da notícia: Extra Extra

A capoeira iniciou uma articulação para buscar espaço no programa dos Jogos Olímpicos. O trabalho envolve contatos com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e o Comitê Olímpico Internacional (COI), com a possibilidade de participação em Brisbane 2032, na Austrália, ou em uma edição posterior.

A iniciativa é conduzida pelo consultor esportivo Patric Tebaldi, a convite de Saverio Scarpati, presidente da Confederação de Capoeira do Brasil (CBB). Ex-presidente da Confederação Nacional de Dança Desportiva (CNDD) e consultor do Volta ao Mundo Bambas (VMB), Tebaldi trabalha na apresentação da estrutura competitiva da capoeira às entidades olímpicas.

Segundo ele, o reconhecimento internacional de uma modalidade pode levar de seis a 12 anos, o que torna a edição de 2036 uma possibilidade mais realista. “Existe uma receptividade muito positiva à capoeira, principalmente pela sua brasilidade.

É um esporte que reúne competição, música, cultura e uma atmosfera absolutamente singular. Os instrumentos, os cantos e a participação do público criam um espetáculo que desperta interesse.

Temos um caminho importante pela frente, mas acredito que podemos acelerar algumas etapas”, afirma Patric. Entre os argumentos apresentados estão a presença da capoeira em mais de 100 países e a estimativa de 15 milhões de praticantes no mundo, sendo seis milhões no Brasil.

A organização de campeonatos, a padronização das regras e a formação de árbitros também fazem parte das discussões. Desde 2022, o VMB investe em competições com rankings, premiações, critérios de julgamento e transmissões pela televisão.

Esse material vem sendo utilizado para demonstrar a estrutura esportiva da modalidade. Antes de uma eventual participação olímpica, os organizadores também estudam caminhos para incluir a capoeira em competições continentais.

“Hoje temos condições de mostrar que a capoeira vai muito além de sua tradição cultural. Existe organização, atletas preparados, regras, arbitragem, televisão e um produto esportivo consolidado.

Minha experiência permite estabelecer esse diálogo com as instituições olímpicas. Não significa que a aprovação será imediata, mas a capoeira começa essa caminhada em condições muito mais favoráveis”, conclui Tebaldi.

Publicação Original Extra extra.globo.com
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →