Cansado para sair? Na China, nova tendência para shows é assistir deitado em camas; entenda
Quem nunca desistiu de sair de casa por puro cansaço talvez se identificasse com uma nova moda que começa a ganhar espaço na China. Em algumas cidades do país, produtores de eventos passaram a apostar em um formato curioso de espetáculo: shows em que o público assiste às apresentações deitado em camas.
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Batizada de “bed concerts”, a proposta substitui cadeiras ou pistas tradicionais por fileiras de camas confortáveis. Enquanto músicos e DJs se apresentam, os espectadores acompanham o show acomodados com travesseiros e cobertores. Em alguns casos, garçons circulam pelo espaço oferecendo água, sopa e até bebidas alcoólicas.
A ideia surge em um contexto de rotina cada vez mais acelerada nas grandes metrópoles chinesas. Entre jornadas de trabalho longas e deslocamentos demorados, a promessa de assistir a um espetáculo sem abrir mão do conforto tem atraído curiosos e entusiastas desse formato.
Embora pareça novidade, o conceito já havia sido testado alguns anos antes. Em 2018, o clarinetista Wang Tao apresentou o chamado “Concerto do Sono” no bairro histórico de Nanluoguxiang, em Pequim. O evento ocorreu no pátio de um hotel e contou com 36 camas de casal instaladas ao ar livre.
No ano seguinte, a proposta ganhou escala maior durante o Beijing Music Festival. Um hotel próximo à Grande Muralha da China recebeu cerca de 300 camas preparadas com travesseiros e edredons para que o público acompanhasse a execução da obra SLEEP, do compositor Max Richter.
O concerto durou oito horas, das 22h às 6h, e tinha justamente a intenção de permitir que os espectadores dormissem enquanto a orquestra tocava ao vivo.
A chegada da pandemia de COVID-19 interrompeu a realização desse tipo de evento e levantou questionamentos sobre higiene e segurança sanitária. Ainda assim, após a reabertura da economia, o formato voltou a aparecer ocasionalmente em diferentes cidades chinesas.
Por enquanto, a tendência permanece restrita ao país asiático e não há sinais de que a ideia chegue tão cedo ao Brasil — onde, ao menos por enquanto, o máximo de conforto em festas continua sendo a clássica “festa do pijama”.
