Candidata nos EUA é presa após arremessar aranha viva contra inquilina e diz ter se inspirado em 'Esqueceram de Mim'; entenda
A candidata independente ao Senado por Minnesota Marisa Simonetti, de 32 anos, foi condenada na sexta-feira (13) por contravenções de agressão doméstica, assédio e conduta desordeira, em um caso que ganhou notoriedade por envolver o uso de uma tarântula como forma de intimidação. O episódio ocorreu em 2024, mas voltou ao centro das atenções após o desfecho judicial.
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Segundo documentos do processo e relatos à imprensa, o caso teve origem em um conflito entre Simonetti e a advogada Jackie Vasquez, que se hospedava no porão da residência após reservar o espaço por meio de uma plataforma de aluguel de curta duração. A proprietária alegou que a inquilina passou a apresentar comportamento hostil e se recusava a deixar o imóvel, enquanto Vasquez afirmou que tentava sair, mas enfrentava um ambiente que considerou inseguro.
Confira a repercussão à época:
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Inspiração em filme e escalada do conflito
A tensão aumentou ao longo de dias, com troca de acusações e ao menos três acionamentos da polícia na mesma data. Em meio ao impasse, Simonetti decidiu comprar uma tarântula e utilizá-la para tentar expulsar a inquilina. À época, ela afirmou à NBC News que a ideia foi inspirada no filme Esqueceram de Mim, estrelado por Macaulay Culkin, no qual o personagem Kevin McCallister usa armadilhas improvisadas para afastar invasores, incluindo uma cena com uma aranha.
De acordo com a investigação, a candidata lançou o animal escada abaixo, além de outros objetos. Um vídeo gravado no local mostra a reprodução de música em alto volume, barulhos com utensílios domésticos e a queda da tarântula, em uma sequência que remete às armadilhas retratadas no longa. Imagens do animal e do episódio circularam nas redes sociais, ampliando a repercussão do caso.
Policiais que atenderam à ocorrência relataram ter encontrado itens espalhados, como alfinetes, tachinhas, brinquedos e o conteúdo de um terrário, além da própria aranha ainda viva.
Simonetti sustentou que agiu por medo e afirmou não ter tido alternativa diante do que classificou como ocupação irregular do imóvel. Já Vasquez disse ter se escondido em um quarto durante o episódio e descreveu a situação como assustadora.
Após o incidente, Simonetti chegou a ser presa, mas foi liberada pouco depois. Ela decidiu se representar no tribunal e, após a condenação, afirmou ao jornal Minnesota Star Tribune que não compreendeu plenamente os procedimentos legais.
O caso também teve repercussão política. À época, lideranças republicanas locais criticaram a conduta da candidata, afirmando que o episódio prejudicava a imagem do partido. Ambas as envolvidas tinham ligação com disputas eleitorais no condado de Hennepin em 2024.
Simonetti já havia enfrentado problemas judiciais anteriores, incluindo uma acusação de fraude em 2023, posteriormente arquivada após acordo. O novo desfecho reacende o debate sobre o episódio, que segue repercutindo online.
