Após impasse, WNBA e atletas chegam a acordo 'transformador' que redefine salários e modelo econômico

 

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Após mais de um ano de negociações marcadas por impasses, a WNBA e o sindicato das jogadoras, WNBPA, chegaram a um acordo verbal para um novo contrato coletivo de trabalho. O entendimento foi fechado na madrugada desta quarta-feira, após uma maratona de reuniões em Nova York.

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O novo pacto, que ainda precisa ser formalizado e aprovado, é considerado um marco para a liga. A ala Breanna Stewart classificou o acordo como “transformador”.

De acordo com o jornal americano The Athletic, a principal novidade é a mudança no modelo econômico da liga: pela primeira vez, os salários das atletas serão vinculados à receita da WNBA. A presidente do sindicato, Nneka Ogwumike, afirmou que a remuneração média ultrapassará US$ 500 mil.

Além disso, propostas discutidas nas negociações indicam um salto no teto salarial — que pode chegar a US$ 6,2 milhões — e no salário máximo individual, com projeções que ultrapassam US$ 1 milhão já no início do novo acordo. No modelo anterior, o teto era de cerca de US$ 1,5 milhão, com salários máximos abaixo de US$ 250 mil.

O acordo também inclui avanços fora das quadras, com melhorias em benefícios ligados a planejamento familiar e licença parental — pontos considerados prioritários pelas jogadoras.

As negociações também envolveram temas sensíveis, como divisão de receitas e transparência financeira. As atletas pressionavam por uma fatia maior do faturamento da liga e por maior acesso às contas das equipes.

O acordo encerra um período de forte tensão entre liga e jogadoras, que chegaram a ameaçar impacto no calendário da temporada. Apesar disso, a comissária Cathy Engelbert garantiu que o início da temporada será mantido, com abertura prevista para 8 de maio.

O entendimento foi celebrado pelas partes em um hotel em Nova York, após sessões de negociação que ultrapassaram 20 horas ao longo de dois dias.

— Este é um momento histórico para o esporte feminino — disse Ogwumike.