As eleições de 2026, sobretudo as presidenciais, entram para a História pelo protagonismo exacerbado, com notas de engajamento político, da maioria governista do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) do “TSE paralelo”, de prontidão para desfazer decisões que desagradem o candidato à reeleição.
Foi Lula quem escolheu a dedo e nomeou 4 dos 7 ministros do atual TSE, que fizeram a oposição quase esquecer do engajamento do TSE de 2022. Ministros assumiram protagonismo maior que os próprios candidatos.
A bancada governista no TSE não desapontou quem nomeou seus integrantes e se tornou talvez o maior suporte da campanha de Lula. Ministros lulistas dispensaram o “TSE paralelo” de atuar, neutralizando de véspera até decisões não tomadas do presidente da corte.
Governista levou em média 67 dias para decidir demandas da oposição, com demora de até 230 dias, e poucas horas para atender aos petistas. A tentada quebra dos sigilos de Lula e Flávio Bolsonaro não produziu o efeito eleitoral esperado no PT.
A avaliação interna é que o episódio entrou tarde demais na campanha para virar desgaste efetivo e que o eleitor nem mesmo conseguiu processar a provocação. O lado de Flávio considera que a adesão às exigências funcionou como vacina contra a armadilha do petista.
Ao aceitar a abertura, o senador esvaziou a narrativa de que teria algo a esconder, como Lula tentou cavar. O próprio TSE se afastou da manobra.
André Mendonça, ministro relator, disse que os candidatos são livres para divulgar, sem precisar da Corte. Lula sabia o que fazia a defender a suposta transparência, que nunca aconteceu.
Acessos desse tipo levam meses parados por burocracia. Uma semana separou a bravata de Lula do fechamento das urnas, impossível Banco Central e operadoras de telefonia cumprirem o pedido.
ACM sempre viveu às turras com alguém. Era ministro do governo José Sarney e, claro, brigava com outros ministros.
Um deles era o da Previdência, Renato Archer. Certa vez os dois se encontraram na antessala do presidente, no Planalto, e ACM puxou conversa: “Esta coisa de vida pública é difícil.
Ainda outro dia tive que desmentir um jornal que publicou, imagine, que eu teria dito que naquele dia você não jantaria ministro. Imagine que eu ia dizer uma coisa desta!”.
Sempre calmo, Archer apenas sorriu e ironizou: “Não se preocupe. Em qualquer hipótese eu não deixaria de jantar”.
O agregador de pesquisas da revista The Economist apostava em vitória de Lula (PT) por quatro pontos, em 2022. Foi de 1,8 ponto.
Este ano, aposta em vitória de Flávio com 3,2% de vantagem (nos votos válidos). Lula (PT) é o brasileiro que mais concorreu em disputas presidenciais na História das eleições diretas no País.
Foi eleito três vezes, mas perdeu outras três. O segundo turno deste domingo (25) será o desempate.
Jornalistas se irritaram com assessores de Lula (PT). Folgados, chegaram depois no TSE e empurraram os profissionais para ter o melhor ângulo para registrar o factoide da quebra do sigilo.
As três principais plataformas “preditivas” mundiais, Polymarket, Kalshi e Robinhood Prediciton Markets, apostavam, na sexta (23), que a chance de vitória de Flávio Bolsonaro (PL) é de 77%. Augusto Nardes, ministros do TCU, alerta sobre a situação da Previdência no Brasil
A plataforma de previsões e apostas Polymarket dava chances menores de vitória de Lula, às vésperas do segundo turno de 2022, (entre 66% e 72%), do que prevê para Flávio Bolsonaro, este ano (entre 75% e 79%). Para vencer neste domingo (25), Lula (PT) precisaria conquistar mais de 62% dos votos dos candidatos que não passaram ao segundo turno.
Nem o petista, nem qualquer outro candidato obteve essa proporção de votos desde 1989; nem no primeiro, nem no segundo turno. Após a passagem de tornado no Paraná, em 2025, Lula adiantou o pagamento do Bolsa Família para cerca de 40 municípios.
Nunca mais o fez. Um único município do Espírito Santo (Ibatiba) vítima das enchentes, foi adiantado uma só vez desde 2023.
Na eleição, liberou geral. Carlos Bolsonaro lembra a devassa que a conta do pai sofreu quando, legalmente, ganhou joias de um príncipe da Arábia Saudita e compara com o whisky de R$500 mil que teria sido dado a Lula: “nada acontece”.
...estranho é expor dados bancários, mas esconder visitas a parlamentares.
Diario do poder