247– A campanha do presidente Lula acionou neste domingo (25) a Justiça Eleitoral diante de denúncias de que a frota de ônibus da cidade de São Paulo estaria operando com apenas 60% dos veículos durante o segundo turno das eleições presidenciais, apesar da decisão judicial que determinou a circulação de 100% da frota prevista para dias úteis regulares.
Na petição apresentada à 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, a coligação Brasil Pronto pra Mais solicita o restabelecimento imediato da operação integral dos ônibus e a apresentação, pela Prefeitura e pela SPTrans, dos dados de monitoramento da frota desde o início do dia, discriminados por região e empresa operadora.
Devido ao descumprimento da decisão judicial também foram pedidas as prisões em flagrante do secretário de Mobilidade Urbana, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SpTrans, Victor Hugo Borges. A Federação também pediu ao TRESP a extensão do horário de votação na capital.
Diante da gravidade dos relatos, a campanha também pede a aplicação ou ampliação da multa por hora de descumprimento da decisão, o encaminhamento do caso ao Ministério Público Eleitoral e a apuração de eventuais responsabilidades. Solicita ainda a adoção das medidas cabíveis em relação ao secretário municipal de Mobilidade Urbana, incluindo a análise do pedido de prisão, além do envio de ofícios ao governador Tarcísio de Freitas e ao prefeito Ricardo Nunes.
Fiscais da campanha e moradores relatam dificuldades para utilizar o transporte público em diferentes regiões da capital, incluindo as zonas Leste e Norte, a região central e a avenida Paulista. Há relatos de passageiros que aguardam há mais de uma hora por ônibus.
Na sexta-feira (23), a Justiça Eleitoral determinou que a Prefeitura e a SPTrans mantivessem 100% da frota prevista para dias úteis regulares neste domingo. A decisão estabeleceu multa individual de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes e ao presidente da SPTrans em caso de descumprimento injustificado, além de advertir sobre possíveis consequências civis, administrativas e criminais.
A campanha cobra o cumprimento integral da decisão judicial e a adoção das providências necessárias para garantir condições adequadas de deslocamento aos eleitores durante todo o período de votação.
Brasil 247