A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) vai tratar a repercussão das declarações de Daniella Marques sobre o Bolsa Família como uma nova versão da polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida. A orientação será sustentar que a entrevista da coordenadora econômica está sendo manipulada para provocar temor entre beneficiários às vésperas do segundo turno contra Lula (PT). A defesa terá como eixo o argumento de que a transição de dois anos representa uma proteção para quem consegue emprego ou decide empreender. A campanha buscará afastar a interpretação de que o prazo significaria um limite geral de permanência no programa, independentemente da situação financeira das famílias.
Daniella defendeu o retorno automático ao programa caso a tentativa de obter renda não dê certo à CBN Bahia, nesta segunda-feira.
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“Vai ter regra de transição de dois anos para que possa abrir seu negócio, ou aceitar emprego de carteira assinada”, afirmou.
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A transição funciona como um período de adaptação: permite que famílias cuja renda aumenta continuem amparadas temporariamente, evitando a perda imediata do auxílio. O Bolsa Família já possui uma regra de proteção. A proposta apresentada por Daniella prevê dois anos de cobertura nessa passagem para o emprego formal ou o próprio negócio, sem estabelecer o encerramento indistinto do benefício após 24 meses.
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A comparação com Nossa Senhora recupera o episódio em que publicações associaram Flávio à intenção de retirar de Aparecida o título de padroeira do Brasil. O candidato negou esse propósito.
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Agora, a estratégia será apresentar os dois episódios como tentativas de atribuir ao candidato intenções que ele nega ter. No caso do Bolsa Família, o esforço estará concentrado em assegurar aos beneficiários que a proposta preserva a proteção social durante a busca por outra fonte de renda.
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