O preço do café arábica avançou na bolsa de Nova York, mas a tendência de longo prazo aponta para novas quedas em meio a um cenário de oferta confortável. No pregão desta quarta-feira (14/10), os contratos do arábica para dezembro subiram 1,82%, para US$ 2,9805 a libra-peso. De acordo com Marcus Magalhães, da M&M Cafés, as cotações subiram em meio a ajustes técnicos, uma vez que o mercado deverá seguir tensionado a novas baixas. Isso deve acontecer, segundo ele, por uma boa perspectiva para algumas das principais regiões produtoras de café. “Até agora o ano de 2026 não teve reporte de problemas nas principais origens. Vietnã e Indonésia com safras cheias, e em algumas semanas também teremos a chegada das ofertas da América Central e Colômbia”, disse Magalhães.
O Brasil, maior produtor e exportador mundial da variedade arábica, também dá sua contribuição para esse momento de preços mais baixos.
“O Brasil mantém o embarque de 4 milhões de sacas a cada mês, e em outubro isso deve se repetir. No momento, os operadores de mercado não veem problemas com o abastecimento”, ressaltou o analista. Açúcar Em dia de realização de lucros, o açúcar se desvalorizou na bolsa de Nova York. Os lotes do demerara para março do ano que vem fecharam em queda de 1,27%, a 20,84 centavos de dólar a libra-peso. Suco de laranja O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) registrou alta cem dia de ajustes técnicos. Os lotes para novembro avançaram 0,42%, negociados a US$ 1,4245 a libra-peso. Algodão O algodão registrou leve alta na bolsa. Os lotes da pluma para dezembro avançaram 0,18% na sessão de hoje, a 80,66 centavos de dólar a libra-peso.
Cacau O preço do cacau fechou praticamente estável na sessão de hoje. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam em alta de 0,03%, para US$ 5.735 a tonelada.
Globo Rural