Por João Renato AlvesPostado em 04 de novembro de 2026 Durante entrevista à Star FM, da Alemanha, Nicko McBrain voltou a afirmar que gostaria de ser chamado para contribuir caso o Iron Maiden decida gravar um novo álbum de estúdio.
No entanto, o baterista reconheceu que a ideia não é uma unanimidade entre os próprios membros da banda. "No momento, essa é uma questão sem relevância prática.
Falei com o Steve (Harris, baixista) na semana passada. Não cheguei a tocar no assunto.
Ele esteve no meu restaurante na Flórida em fevereiro ou março deste ano, sentamos e tivemos uma boa conversa. Perguntei: 'Você vai tirar uma folga das turnês no ano que vem.
Já pensou em gravar um novo disco?'. E ele respondeu: 'Não, ainda não pensei nisso, Nick'.
Dito isso, não significa que um álbum não possa vir a existir. É apenas que, naquele momento, ele ainda não estava preparado para pensar.
Sei que o Bruce (Dickinson, vocalista) gostaria de fazer um." Nicko ainda fez questão de reconhecer que um novo disco demandaria ainda maiores esforços da banda, cujos membros já estão ou se aproximam da casa dos 70 anos de idade.
"Se eles gravarem um álbum, terão que sair em turnê para promovê-lo. Estamos falando de mais uns dois anos pela frente - primeiro, é preciso produzir, finalizá-lo, distribuí-lo e tudo mais.
Isso consome tempo, muito tempo. Depois, ainda tem a turnê.
Não é que eles não queiram sair em turnê, mas todos nós já estamos ficando mais velhos. E são shows que exigem muita energia.
Não estou dizendo que vão se aposentar, mas estaríamos falando de uma turnê mundial, que dura mais de dois anos. É isso que passa pela minha cabeça.
Fico pensando: será que é isso que os impede de gravar um álbum? Não sei. Por enquanto, não há planos.
Mas, se decidirem fazer, eu adoraria participar de algumas faixas. Por que não?"
Ao ser questionado se encontrar uma "maneira diferente" de abordar sua bateria no Maiden seria um "desafio criativo interessante" ou "mais uma limitação", McBrain respondeu: "É um desafio, porque tive que lidar com isso por dois anos. Desde que sofri o AVC em 2023, fiz duas turnês com a banda.
E precisei fazer adaptações em algumas músicas, como na introdução de 'The Trooper'. Eu não conseguia tocar aquela virada; minha mão simplesmente não me permitia atingir a velocidade necessária.
Então, tive que adaptar: usei mais tercinas, pegando uma virada que aparecia em outra parte da música - na estrofe, por exemplo - e a coloquei na introdução. Mas não era aquela virada icônica, a clássica para aquela música específica, e o mesmo aconteceu em várias outras.
Tive que fazer adaptações e criar partes diferentes. A banda lidou bem com isso; eles me apoiaram muito e diziam: 'Não, a gente nem percebe muita diferença, e você continua soando bem, Nick.
Você continua mandando ver!'. Mas, para esta nova turnê, simplesmente não conseguiria tocar grande parte dessas músicas.
E isso pesou na minha decisão de me aposentar. Porque eu simplesmente não tinha como tocá-las.
Eu não conseguiria tocar 'Murders In The Rue Morgue' - e essa era a música de abertura! (risos)" Nicko McBrain lançou recentemente sua autobiografia, "Hello Boys and Girls".
Nela, o baterista revelou ter recomendado o brasileiro Aquiles Priester para substituí-lo no Iron Maiden – mas a banda optou pelo britânico Simon Dawson, que já acompanhava Steve Harris no projeto paralelo British Lion. Mais detalhes no link abaixo.
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