Breno, do 'BBB26', revela uso de aplicativo de encontros e defende liberdade sexual: 'Sou gay, mas beijo mulheres'
Breno Corã, que foi um dos participantes do 'BBB 26', nunca escondeu sobre sua liberdade sexual durante o confinamento. No jogo, o mineiro se envolveu com o também pipoca Marcelo, e os dois trocaram muitos beijos. Fora do reality, o biólogo detalhou como leva a vida sem amarras e contou que faz uso de aplicativo de relacionamento.
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— Sou gay, mas beijo mulheres (risos), principalmente na balada. Tenho liberdade sexual. Uso aplicativos de relacionamento e gosto de viver experiências com pessoas diversas. Não tenho uma carência de ter um grande amor. Nunca caí no conto do príncipe encantado, sabe? Meu coração está aberto, não me impeço de me relacionar, mas não passa pela minha cabeça que preciso namorar — conta ele, aos 33 anos.
Breno e Marcelo serviram de inspiração para outros jovens LGBTs durante o "BBB26". O biólogo reflete sobre a representatividade no reality show.
— As pessoas LGBTs dos “BBBs” antigos entraram com medo. Apesar de ainda ter muitos conservadores, o público amadureceu. Não pensei “vou beijar e causar”, mas sim “não me importo que me vejam beijando”. Tenho uma segurança muito grande da minha orientação sexual. Vi que o fato de eu aproveitar sem vergonha serviu de inspiração — analisa o mineiro.
Breno, do 'BBB 26', decidiu contar sobre sua orientação sexual aos pais quando tinha 15 anos
Breno Corã, do 'BBB 26'
Márcio Farias
Na adolescência, Breno teve alguns questionamentos sobre sua sexualidade e, quando descobriu ser uma pessoa LGBTQIA+, ficou muito tempo elaborando como contaria para seus pais.
— Não foi fácil, ainda mais com os comentários que se ouve no dia a dia e com a visão que o mundo tem sobre ser gay, associando a estereótipos. Se assumir é quase invasivo, é como você querer marcar algo que não precisava. Mas é uma força que a gente faz para ver se a vida deslancha, para não ficar preso e se escondendo — avalia.
Filho de uma advogada e um motorista de ônibus, Breno afirma que a maior preocupação dos pais na ocasião foi com a questão da segurança do filho.
— Quando contei, eles não entenderam de cara. Não foi uma surpresa, mas se preocuparam de ver o filho sofrer agressão. Meu pai ficou sem falar comigo por alguns dias. Ele precisou desse tempo para assimilar. A gente teve algumas conversas mais doloridas, mas foi amadurecendo. Com a minha mãe, rolou mais um questionamento do porquê, mas ela sempre me apoiou — revela o mineiro, que completa: — Na adolescência, a gente faz um esforço imenso para esconder. Mesmo quando você assume, você ainda fica se controlando, se podando... Sempre calculando o risco de ser quem é ao entrar em cada ambiente. Eu me apaixonei por um menino nessa fase, mas não podia falar. A gente passa a esconder a paixão e a sofrer escondido.
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