Brasileira morta em Portugal: namorado preso deu banho na vítima para ocultar provas de agressões, diz acusação

Brasileira morta em Portugal: namorado preso deu banho na vítima para ocultar provas de agressões, diz acusação - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

Oito meses após o assassinato da brasileira Danieli Garrote, de 43 anos, em Portugal, novos detalhes do crime vieram à tona nesta semana pela imprensa local. Segundo a acusação do Ministério Público, o namorado da vítima, preso por ser o principal suspeito do crime, a agrediu por mais de uma hora e em seguida deu banho nela com o intuito de encobrir possíveis provas. Logo após, Danieli foi deixada em casa agonizando e o homem, de 36 anos, foi trabalhar. Esses detalhes foram divulgados pelo jornal português Correio da Manhã na quinta-feira (15). Acidente em Odivelas: Brasileira é encontrada morta e nua após carro capotar em Portugal durante possível ato sexual Saiba mais: O que se sabe sobre punição de estudantes por 'ranking sexual' de alunas em universidade de SP; sanções vão de suspensão a expulsão O crime aconteceu no apartamento do casal na cidade de Coimbra. Em fevereiro, a coluna Portugal Giro publicou que a autópsia revelou a confirmação da morte como assassinato, o que levou o namorado de Danieli à prisão. Outro detalhe do crime divulgada nesta semana por diversos veículos de comunicação local, entre eles o Diário de Coimbra, é de que o homem, que trabalha como motorista de aplicativo, levou o celular da namorada para impedir que ela pedisse socorro. Os socorristas só chegaram ao imóvel tempos horas depois, a partir de uma ligação do próprio suspeito. Ele telefonou para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e afirmou que a brasileira estava passando mal. A equipe encontrou a vítima morta. De acordo com o Correio da Manhã, esse contato aconteceu cerca de 24 horas depois do crime. O corpo de Danieli passou por autópsia após alerta dado pela equipe de socorro para uma possível agressão. Os exames confirmaram o crime e revelaram múltiplos ferimentos no crânio, segundo o Correio da Manhã. “(...) alertando para o fato de terem sido observadas múltiplas lesões corporais indiciadoras de morte violenta”, dizia um trecho do documento ao qual o Portugal Giro teve acesso em fevereiro. Acusada pela morte de ex-namorado e suspeita de elo com chefe do PCC: quem é a delegada do Pará presa no DF Episódios de agressões contra Danieli ocorreram outras vezes, e eram de conhecimento dos vizinhos do imóvel, que, segundo o jornal, chegaram a gravar, mas nunca denunciaram. Na época da prisão, a Polícia Judiciária (PJ) informou que a motivação foi ciúme da paulista, “que terá escalado, nos últimos dias de vida da vítima, para agressões físicas de tal modo violentas que levaram à sua morte”. Entre as ações, o homem obrigava a namorada a atender todos os telefonemas em videochamada a fim de ter controle onde ela estava. O aparelho também era vasculhado em busca de mensagens e telefonemas com outras pessoas. Ele ainda fomentava a dependência econômica. Danieli deixou três filhos. O julgamento será realizado no Tribunal de Coimbra. O Diário de Coimbra noticiou que o suspeito vai responder por crime de homicídio qualificado, que prevê pena máxima, de 25 anos de prisão, e pela prática de crime de violência doméstica e outro de ofensa à integridade física qualificada por ter agredido um inspetor da PJ.

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site O Globo