O Brasil assumiu a segunda posição entre os fornecedores de petróleo bruto da China no acumulado de janeiro a setembro de 2026, superando a Arábia Saudita. Segundo dados da alfândega chinesa divulgados nesta terça-feira, 20, o país asiático comprou 44,29 milhões de toneladas do produto brasileiro, ante 43,12 milhões de toneladas do saudita. A Rússia permanece na liderança. O resultado combina o avanço das vendas brasileiras com uma forte retração dos embarques sauditas em setembro. Naquele mês, as compras chinesas de petróleo do Brasil cresceram 18% em relação a setembro de 2025, para 5,15 milhões de toneladas. Já as aquisições da Arábia Saudita caíram 62%, para 2,70 milhões de toneladas.
A mudança no ranking ocorre em meio à ampliação da presença chinesa na indústria petrolífera brasileira. Conforme reportagem de VEJA publicada em dezembro de 2025, as estatais CNPC, CNOOC e Sinopec responderam por 65 milhões de barris produzidos no Brasil em 2024, equivalentes a 5,3% da produção nacional — ante uma participação de 0,7% em 2011. Esse investimento integra a estratégia de Pequim de diversificar fornecedores e assegurar abastecimento no longo prazo. A China consumia cerca de 16 milhões de barris diários, mas produzia pouco mais de 4,2 milhões. Em 2024, quase metade do volume de petróleo exportado pelo Brasil foi destinada ao mercado chinês.
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