Neste domingo, o Brasil escolhe entre dois projetos de país. Um defende que as decisões sobre o Brasil sejam tomadas pelos brasileiros.
O outro faz da submissão a Washington a sua bandeira. Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
A diferença é pequena, mas o que está em jogo não é. Em 2025, Trump buscou justificar o primeiro tarifaço contra o Brasil afirmando tratar-se de uma punição pelo julgamento que condenou Jair Bolsonaro por tentativa de golpe.
Eduardo Bolsonaro foi aos Estados Unidos atuar junto ao governo estadunidense contra o Brasil. Eduardo e Flávio condicionaram o fim das tarifas à anistia ao pai.
Jair Bolsonaro foi condenado por tramar para derrubar o Estado democrático. A conspirata mirava o uso da força bruta.
A rede criminosa pretendia recorrer ao terror, inclusive assassinar o presidente Lula, o vice Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Alexandre de Moraes. A sórdida intentona, se bem-sucedida, implantaria uma ditadura.
Muitas outras atrocidades se sucederiam. Abortado o golpe, condenados os envolvidos, com Bolsonaro à testa, seu clã respondeu apelando a um governo estrangeiro para que interferisse contra o próprio país.
Isso é manipulação do interesse nacional em benefício de um réu. Agora vem um novo tarifaço.
Flávio enviou documento ao governo estadunidense dizendo que a tarifa de 25% daria uma vitória política a Lula e pediu decisão só depois da eleição. O critério dele não é o prejuízo ao Brasil, é o prejuízo à sua candidatura.
Trump recebeu Flávio na Casa Branca em maio e o elogiou publicamente. Para 52% dos eleitores, o tarifaço serve para ajudar Flávio.
O eleitor já percebeu quem atua em favor de quem. Lula escolheu o caminho oposto.
Simone Tebet, que integrou as negociações que fizeram Trump recuar do primeiro tarifaço, afirma que as razões do segundo são políticas e eleitorais. Negociar de igual para igual, sem pedir licença nem oferecer anistia em troca, é o que se espera de um presidente.
Soberania não é slogan. É poder decidir sobre comércio, sobre a Justiça e sobre a democracia sem receber ordens de fora.
Votar em Lula neste domingo é defender o Brasil dos que o tratam como moeda de troca. Votar em Lula é relevante para a humanidade.
O presidente encarna um conjunto de valores humanistas e civilizatórios afirmados com luta de ideias e sacrifício de sangue pelas revoluções americanas, pela Revolução Francesa e pela Revolução Soviética. Lula representa neste domingo a heroica história de defesa da liberdade contra a opressão burguesa representada pelo nazismo na Segunda Guerra Mundial.
Todos esses valores estão sendo desafiados pelo projeto de domínio total da extrema-direita internacional, teleguiado a partir dos Estados Unidos, sob a égide da figura mais impopular que já ocupou a Casa Branca. É para saber se será possível barrar esse projeto também no hemisfério ocidental que o mundo — e a história — hoje contemplam o Brasil e Lula.
Brasil 247