Brahim Díaz errou o pênalti de propósito em Senegal x Marrocos? O que se sabe sobre o assunto
O meia-atacante Brahim Díaz, do Real Madrid, foi o centro das atenções durante a final entre Senegal e Marrocos, pela Copa Africana de Nações, no último domingo. O camisa 10 marroquino teve a chance de fazer o gol do título em cobrança de pênalti que ele mesmo sofreu, mas bateu de cavadinha e mandou no meio do gol para a defesa tranquila do goleiro.
O lance deu o que falar, principalmente pelo contexto do jogo. A cobrança de pênalti foi aos 69 minutos do segundo tempo. Antes, a equipe senegalesa ficou revoltada com a marcação da penalidade no fim do confronto e o técnico Pape Thiaw pediu para seus jogadores deixarem o gramado, mas pouco tempo depois Sadio Mané fez com que seus companheiros voltassem para o campo.
Depois de toda a confusão, ficou a dúvida se Brahim Díaz havia perdido o pênalti de propósito por conta da marcação controversa do árbitro. No entanto, não foi isso que aconteceu, pelo menos é o que falou o goleiro de Senegal. Em declarações à beIN Sports após a conquista do título, Mendy rejeitou qualquer sugestão de um acordo prévio.
— Não, claro que não. É preciso ser sério. Acha mesmo que, a um minuto do fim e com um país que espera por um título há 50 anos, iríamos fazer um acordo? Ele queria marcar e eu tive o mérito de defender, foi só isso — afirmou o goleiro.
Cavadinha de Brahim Díaz e defesa de Mendy na final da Copa Africana de Nações
Paul ELLIS / AFP
O técnio de Marrocos, Walid Regragui, acredita que Brahim Díaz tenha ficado desestabilizado por conta da demora para a cobrança — o atacante do Real Madrid teve que esperar cerca de 17 minutos para cobrar o pênalti.
— Ele teve muito tempo antes de bater o pênalti, o que deve tê-lo perturbado. Mas não podemos mudar o que aconteceu. Foi assim que ele escolheu cobrar o pênalti. Precisamos olhar para frente agora — disse o treinador.
Brahim Díaz, meia de Marrocos, triste com o vice da Copa Africana de Nações
SEBASTIEN BOZON / AFP
E, como diz o ditado, "quem não faz, leva". Ou então, "a bola pune". O destino da competição foi para o tempo extra e mudou de mãos. Embalados pela defesa do pênalti e a segunda chance na partida e diante de um time marroquino “zonzo”, os senegaleses construíram o gol do título no início do primeiro tempo da prorrogação.
Uma bela jogada coletiva foi concluída com perfeição por Papa Gueye, que acertou o ângulo de Bono em chute de extrema felicidade de fora da área, marcando o único gol da partida. Foi o segundo título da competição da história de Senegal — o primeiro foi na edição de 2021/2022.
