É fato: o Botafogo sofreu queda de patamar na virada de chave ao final da “Era John Textor”. Da média de 1,39 ponto por rodada em 2022, primeiro ano da SAF alvinegra, ao 1,29 dos 24 jogos disputados este ano, a queda de 10,4% no aproveitamento do time é um balizador inquestionável. E que assusta quando comparada aos 2,07 pontos por jogo obtidos na vitoriosa campanha de 2024. O percentual 33,6% mais baixo deprime, fere a sintonia entre o clube e sua torcida, e gera receio quanto ao final desta temporada. Mas há sinais animadores em meio à aparente devastação. A saída do investidor americano, ao qual eu mesmo sugeri a inauguração de uma estátua por sua entrega entre 2023/24, deixou o Botafogo em situação embaraçosa, administrativa e financeira. E era difícil imaginar que ainda houvesse tempo hábil para mudar a estrutura da gestão sem o dano técnico num ano de calendário atípico como este. Inacreditavelmente, o associativo conseguiu virar a página e iniciar uma nova parceria comercial. É claro que a situação não está totalmente resolvida. Gabriel de Alba, executivo mexicano com sólida carreira corporativa no mercado financeiro internacional e fundador da GDA Luma, fundo que participou de operações de captação da Eagle Holdings de Textor, é o novo dono da SAF. O acordo é recente e, ao que parece, o que pôde ser feito veio através do contrato vinculante que estancou sangrias e evitou o desmonte da estrutura do futebol. Mas do projeto pouco se sabe. Enquanto isso, a bola rola. Por ora, João Paulo Magalhães Lins, presidente do clube, é quem descasca o abacaxi deixado de herança pelo indecifrável Textor. E aqui vai um segundo sinal de que é possível salvar o ano. Apesar de o confronto desta noite, no Nilton Santos, ser contra o Palmeiras, o líder do Campeonato Brasileiro, seis dos oito adversários seguintes disputam as últimas colocações: Grêmio, Mirassol, Vasco, Chapecoense, Internacional e Remo. Quatro com o Botafogo como mandante. Ou seja: ambiente favorável para um caminhar mais seguro. A “era Textor” foi importante para a recuperação institucional do Botafogo. O triênio 2022/2024 levou o clube do ostracismo da parte de baixo da tabela para um lugar entre os protagonistas. Mas a luta agora é por permanência na Série A. E ela deve ser encarada sem ufanismo. No curto prazo, o futuro alvinegro depende daqueles que acreditam no poder da paixão…
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Botafogo tem queda de patamar após Era Textor, mas já se vê sinais de luz
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