Bolsonaro volta à PF após exames descartarem gravidade em queda na cela

 

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O ex-presidente Jair Bolsonaro já retornou à superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após passar por uma bateria de exames na cabeça que descartaram complicações mais graves depois da queda sofrida na sala de Estado-Maior, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão. Segundo a equipe médica, ele foi diagnosticado com traumatismo craniano leve e não precisou ficar internado.

De acordo com o médico Brasil Caiado, que acompanhou os exames, foram identificadas lesões em partes moles das regiões temporal e frontal do lado direito da cabeça, compatíveis com o tipo de impacto sofrido. Ainda segundo ele, é possível estimar que a queda tenha ocorrido durante a madrugada.

Bolsonaro passou por tomografia, ressonância magnética e eletroencefalograma. Os resultados não apontaram alterações significativas, o que permitiu a liberação e o retorno à custódia da Polícia Federal.

A equipe médica descartou a hipótese de que o ex-presidente tenha caído da cama. A avaliação é de que ele tentou se levantar, sentiu tontura ou vertigem, perdeu o equilíbrio e acabou batendo a cabeça.

Segundo o médico, há suspeita de que uma possível interação medicamentosa tenha contribuído para o episódio. Bolsonaro faz uso de diversos remédios, inclusive para o controle de crises de soluço, além de outras medicações. A equipe agora vai analisar se a combinação desses medicamentos pode ter provocado a desorientação.

Brasil Caiado explicou que todos os remédios são administrados pela própria Polícia Federal, com base nas prescrições feitas pela equipe médica particular do ex-presidente. Ele também pediu uma integração maior entre os médicos de Bolsonaro e a equipe de saúde da PF para que o acompanhamento seja feito de forma mais coordenada.

Apesar do susto, os médicos afirmam que o quadro é estável e que, neste momento, não há indicação de internação hospitalar.