Bolsonarista Gustavo Gayer e Gracinha Caiado são eleitos senadores em Goiás

Bolsonarista Gustavo Gayer e Gracinha Caiado são eleitos senadores em Goiás - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

O bolsonarista Gustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado (União), ex primeira-dama do estado, foram eleitos neste domingo para ocupar as duas vagas de Goiás no Senado Federal. Os dois passam a integrar a bancada goiana a partir da próxima legislatura, em uma eleição marcada pela presença de nomes já conhecidos da política estadual. Na reta final da campanha, pesquisas apontavam os dois entre os primeiros colocados.

Eleições 2026: Urnas fecham, e apuração começa; acompanhe ao vivo a divulgação dos resultados Gracinha Caiado chega ao Senado após trajetória ao lado de Ronaldo Aos 67 anos, Gracinha, cujo nome de registro é Maria das Graças Landim de Carvalho Caiado, chega ao Senado após uma trajetória construída sobretudo ao lado do marido, o ex-governador de Goiás e candidato à Presidência, Ronaldo Caiado. Advogada e pecuarista, foi primeira-dama do estado e coordenou o Gabinete de Políticas Sociais, além de presidir a Organização das Voluntárias de Goiás (OVG). À frente da área social, esteve ligada à criação e expansão do Goiás Social, programa voltado ao atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade. Durante a campanha, Gracinha apresentou como uma de suas principais bandeiras o endurecimento das leis de proteção às mulheres, incluindo a defesa do confisco de bens de condenados por violência contra elas. A candidatura também destacou sua atuação em programas sociais e iniciativas de qualificação, saúde e acesso a benefícios. Gustavo Gayer chega ao Senado com discurso bolsonarista e histórico de polêmicas Aos 45 anos, Gayer deixa a Câmara dos Deputados, onde exerce mandato desde 2023, para assumir a cadeira no Senado. Empresário da área de educação e produtor de conteúdo político nas redes sociais, ganhou projeção nacional como um dos nomes mais identificados com o bolsonarismo em Goiás. Entre suas bandeiras estão a defesa das forças de segurança, a redução da carga tributária, políticas para alunos da educação especial e a redução da burocracia para produtores rurais. A nova trajetória no Senado será acompanhada por processos e investigações que marcaram seu mandato na Câmara. Em abril deste ano, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Gayer por injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tornando-o réu. O caso envolve uma publicação de 2024 nas redes sociais. Gayer também foi indiciado pela Polícia Federal, em 2025, em investigação sobre supostas irregularidades no uso de recursos da cota parlamentar. O caso envolve suspeitas de peculato-desvio, associação criminosa, falsidade ideológica e falsificação de documento particular. O deputado nega irregularidades e afirma ser alvo de perseguição política. Levantamento do Real Time Big Data divulgado em 22 de setembro mostrava Gracinha com 23% e Gayer com 20% no cenário que consolidava os dois votos para o Senado. Ficaram para trás nomes como o deputado federal Zacharias Calil (MDB), o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Gustavo Mendanha (PRD) e o senador Vanderlan Cardoso (PSD), além dos demais candidatos que concorreram ao cargo.

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