Bolsas da Europa fecham em alta com foco em balanços corporativos e cenário fiscal

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Fonte da notícia: Valor Valor

Os principais índices de ações europeus fecharam em alta nesta quarta-feira (14), com investidores repercutindo a temporada de balanços do terceiro trimestre, com destaque para os números da ASML, que vieram acima do esperado. O segmento de luxo recuperou parte das perdas da véspera, quando resultados da LMVH decepcionarem os investidores, também dando suporte para as bolsas. A notícia de que o Ministério das Finanças do Reino Unido deve evitar o aumento do endividamento no Orçamento previsto para o fim deste mês foi outro fator positivo.

No fechamento, o índice pan-europeu Stoxx 600 teve alta de 0,47%, aos 638,01 pontos, o FTSE 100, da Bolsa de Londres, subiu 0,70%, aos 10.724,86 pontos, o DAX, de Frankfurt, anotou ganho de 0,15%, aos 25.298,61 pontos, e o CAC 40, de Paris, avançou 0,58%, aos 7.873,11 pontos.

Entre os destaques do Stoxx 600, as ações da ASML subiram 1,19%, após investidores reagirem positivamente a seus resultados trimestrais. A empresa fornece equipamentos para fabricação de chips e disse que a demanda impulsionada pelo avanço da inteligência artificial é tão forte que a companhia não será capaz de atender plenamente os clientes. Além disso, a ASML aumentou sua projeção de vendas para o ano e pretende expandir sua capacidade de operação.

No entanto, o bom humor não foi suficiente para apoiar outras empresas do segmento, e o setor de tecnologia terminou o dia em alta de apenas 0,19%.

O setor de luxo acumulou uma valorização de 1,12%, recuperando parte das perdas da véspera, depois dos números trimestrais da LVMH decepcionarem os investidores. Por outro lado, os subíndices do Stoxx 600 de mineração, bancos e automóveis terminaram o pregão com quedas de 1,17%, 0,51% e 0,62%, respectivamente.

Em Londres, as ações se beneficiaram da notícia de que o ministro das Finanças do Reino Unido, John Healey, evitará ampliar o endividamento no Orçamento, previsto para o fim deste mês, de acordo com o jornal Financial Times. Ele deve financiar novas iniciativas por meio de aumentos de impostos ou cortes de gastos. Operadores da bolsa de valores Euronext NV em Paris Nathan Laine/Bloomberg

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