Boeing 737 desaparecido: por que só havia cinco pessoas no avião que caiu no Paquistão? Veja características da aeronave
Um avião cargueiro Boeing 737 desapareceu na noite da última terça-feira (7) após perder contato com o controle de tráfego aéreo enquanto fazia o trajeto entre Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, e Karachi, no Paquistão.
A aeronave, operada pela companhia paquistanesa K2 Airways, levava cinco tripulantes e havia informado uma falha no sistema de navegação minutos antes de desaparecer dos radares.
Nesta quarta-feira, as autoridades do Paquistão localizaram os destroços da aeronave, e as equipes de resgate continuam as buscas tripulantes enquanto investigam as causas do acidente.
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Segundo a Autoridade Aeroportuária do Paquistão (PAA), que divulgou as imagens, os destroços foram encontrados a cerca de 53 milhas náuticas (98 quilômetros) ao sul do porto de Ormara, no Mar Arábico, após aproximadamente 12 horas de operações conduzidas pela Marinha paquistanesa e pela Agência de Segurança Marítima do país.
A K2 Airways afirmou estar cooperando com a Autoridade de Aviação Civil do Paquistão e outras agências governamentais.
— Continuamos a orar, sinceramente, pela segurança de nossos colegas — disse a empresa aérea no Facebook.
Quem eram os tripulantes?
Segundo as autoridades paquistanesas, os cinco ocupantes eram dois pilotos, dois engenheiros e um integrante da equipe de apoio operacional.
A aeronave informou um problema no sistema de navegação antes de perder contato com o controle de tráfego aéreo.
Dados de rastreamento indicam que o avião apresentou variações anormais de altitude antes de mergulhar no mar.
Em aviões cargueiros, como era o caso deste Boeing 737-400, convertido para transporte de cargas, a quantidade de tripulantes costuma ser muito menor do que em aeronaves de passageiros.
Como não há cabine de passageiros nem necessidade de comissários para atendimento ao público, a operação exige apenas a equipe responsável pela condução do voo e, em alguns casos, profissionais técnicos ou de apoio, dependendo da missão e da empresa aérea.
O avião pertencia à companhia paquistanesa K2 Airways, que possui apenas essa aeronave em sua frota.
O Boeing entrou em serviço em 1999 como avião de passageiros e foi convertido para cargueiro em 2012, passando a transportar exclusivamente mercadorias.
Ficha técnica do Boeing 737-400
O Boeing 737-400 envolvido no acidente foi fabricado em 1999 e fazia parte da chamada "Classic Series" da família 737, desenvolvida pela Boeing entre o fim da década de 1980 e o início dos anos 2000.
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Inicialmente, a aeronave operou como avião de passageiros, mas foi convertida para transporte de cargas em 2012, prática comum para prolongar a vida útil desses modelos.
Operado pela companhia paquistanesa K2 Airways, o cargueiro era equipado com dois motores turbofan CFM56 e realizava o voo entre Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, e Karachi, no Paquistão.
Na configuração original, o 737-400 podia transportar entre 146 e 188 passageiros, dependendo do layout adotado pela companhia aérea.
Após a conversão, passou a transportar exclusivamente cargas em pallets e contêineres, sem assentos para passageiros.
