BNDES e Prefeitura do Rio avançam na criação do Distrito Cultural Pequena África

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Prefeitura do Rio de Janeiro anunciaram avanços para a consolidação do Distrito Cultural Pequena África. As medidas incluem a requalificação da Praça dos Estivadores e parcerias para viabilizar a Biblioteca Machado de Assis, o Conservatório da Música Preta Brasileira e a Fábrica. As iniciativas fazem parte da Iniciativa Valongo, projeto de requalificação desenvolvido pelo BNDES com apoio técnico do Consórcio Valongo Patrimônio Vivo. O investimento inicial previsto é de R$ 23 milhões, com recursos a serem captados entre fontes públicas e privadas. A primeira intervenção urbana será na Praça dos Estivadores, com investimento de R$ 2 milhões da Prefeitura. O projeto prevê canteiros ajardinados, bancos, estruturas de sombra, melhorias na iluminação e priorização dos deslocamentos de pedestres. A proposta também inclui espaços para apresentações, feiras, ações educativas e atividades comunitárias, além de dois totens de interpretação territorial. Segundo o BNDES, o desenho da praça foi elaborado a partir de escutas com moradores, instituições e agentes culturais locais. O local fica próximo a referências culturais da região, como a sede do Afoxé Filhos de Gandhi, a Casa Tia Ciata, os Jardins Suspensos do Valongo e a Casa João de Alabá. Equipamentos culturais O BNDES firmou acordo de cooperação técnica com a Fundação Biblioteca Nacional para a requalificação de um imóvel que deverá abrigar a Biblioteca Machado de Assis. O investimento previsto é de R$ 8 milhões, ainda sujeitos à captação. O espaço deverá reunir auditório, sala de exposições, acervo, terraço com jardim e café, com foco na literatura afro-brasileira, na memória oral e na formação crítica. Outro acordo, com o Instituto Cultne, prevê a construção do Conservatório da Música Preta Brasileira no Largo da Prainha, em terreno desapropriado e cedido pela Prefeitura. Com previsão de R$ 8 milhões em recursos a captar, o equipamento deverá oferecer atividades de formação, ensaios, produção e registro musical. A Fábrica, por sua vez, deverá resultar de um acordo entre o BNDES e a Fundação Darcy Vargas. Com investimento previsto de R$ 5 milhões, o projeto propõe um espaço de capacitação, apoio técnico e comercialização para produtores e empreendedores locais, com atenção à economia solidária negra e a produtos afrocentrados. O plano para o Distrito Cultural Pequena África também reúne diretrizes para patrimônio, ambiência e clima e desenvolvimento socioeconômico. Entre as possibilidades em estudo estão intervenções em ruas, praças e percursos da região portuária, além de apoio a instituições já existentes no território. O Cais do Valongo, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial, é um dos pontos centrais da área abrangida pelo planejamento. Com informações da BNDES

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