O bloco de oposição em Israel conquistou mais cadeiras nas eleições desta terça-feira (27) do que o bloco do partido governista Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, segundo pesquisas de boca de urna. Com isso, ficou mais próximo de alcançar a maioria de 61 assentos, embora o caminho para a formação de um governo ainda não esteja claro.
O bloco contrário a Netanyahu, liderado pelo ex-chefe militar Gadi Eisenkot, deve conquistar 53 cadeiras, enquanto o grupo de direita e religioso que apoia o premiê deverá obter 50, segundo pesquisa de boca de urna divulgada pelo Channel 13. No entanto, nenhum dos dois campos tem um caminho claro para formar um governo, em meio ao desempenho recorde dos partidos liderados por árabes em Israel, que devem conquistar um total de 17 cadeiras, segundo as projeções.
Na disputa entre os partidos, o Likud, de Netanyahu, deverá conquistar 25 cadeiras no Knesset, o Parlamento israelense, enquanto o Yashar, partido centrista de Eisenkot, deve obter 23. A projeção contraria pesquisas de intenção de voto divulgadas antes da eleição, que apontavam o partido do primeiro-ministro atrás dos adversários.
A ausência de um vencedor claro está em linha com meses de pesquisas que apontavam para uma eleição sem resultado conclusivo. O cenário indica que os próximos dias e semanas serão marcados por negociações entre partidos e lideranças na tentativa de reunir apoio suficiente para formar um governo, possivelmente com o respaldo dos partidos liderados por árabes, que em geral não integram coalizões governistas.
O resultado também mantém aberta a possibilidade de que nem Netanyahu nem seus adversários consigam formar uma coalizão. Nesse caso, Israel poderá realizar novas eleições, com Netanyahu permanecendo como primeiro-ministro interino.
O cenário repetiria o período entre 2019 e 2022, quando o país realizou cinco rodadas eleitorais.
Valor