Estrela de novelas como "A escrava Isaura" e "Prova de amor", Bianca Rinaldi está de volta à teledramaturgia com a novela vertical "Tudo que aprendi com você", do Globoplay. A atriz interpreta uma empresária na produção protagonizada por Fernanda Vasconcellos. Em entrevista ao site, ela diz sentir falta de trabalhar na TV: Entrevista: Carolina Kasting fala do período longe da TV, da filha atriz e do tratamento para distúrbio de imagem E mais: Paula Burlamaqui fala da recuperação de cirurgia após acidente doméstico e comenta crítica que recebeu de Marina Lima por declaração sobre envelhecimento — Fiquei muito feliz de fazer a novelinha vertical para matar um pouco dessa saudade. E ainda mais falando de um tema importante, que é a sobrecarga materna. A mãe que trabalha fora, que cuida da casa, que quer dar atenção para o filho, mas ao mesmo tempo se cobra por não estar dando conta. O posicionamento da mulher hoje em dia é algo que está sendo amplamente discutido, e é um tema com o qual eu me identifico. Já passei por isso. Essa coisa de estar feliz trabalhando e ao mesmo tempo se cobrando. Eu me lembro de um dia em que cheguei em casa e a minha filha não quis vir no meu colo. Isso para mim foi uma tristeza enorme. Isso é muito duro para uma mãe. Bianca tem um outro projeto: um curta-metragem sobre a atração de circo Monga, a mulhr que vira gorila. Ela vai produzir e estrelar o filme: — É uma personagem muito rica e importante para a cultura do nosso circo, e quase não sabemos nada sobre ela. Nos últimos anos, Bianca se dedicou ao teatro e à criação das filhas. Casada com o empresário Eduardo Menga desde 2001, ela é mãe das gêmeas Beatriz e Sophia, de 17 anos: — A gente vai aprendendo a lidar com essa nova fase, porque elas precisam encontrar o caminho delas, precisam de espaço. O grande aprendizado de nós, pais, é saber entender, respeitar e aceitar. Sempre me preocupei muito com a forma como elas se colocariam no mundo e com o posicionamento como mulher nos dias de hoje. Eu me sinto muito segura em relação a isso. São feministas desde pequenininhas. Acho que isso é extremamente importante para o mundo em que a gente vive. Ao mesmo tempo, sou muito amiga delas, temos uma relação legal, de carinho e confiança. TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp As duas são atletas de golfe e frequentemente viajam para competir. Bianca explica como lida com a distância: — Já tenho essa síndrome do ninho vazio faz tempo, mas venho aprendendo a lidar. Nada que uma boa terapia não ajude. Elas já têm a vidinha delas. Quando começou isso, foi muito duro para mim. Hoje eu estou um pouco mais conformada. Eu aprendo a lidar com isso porque seria um egoísmo meu querê-las só para mim. A nossa família é muito do esporte. Durante a minha infância inteira eu fui ginasta. Ddpois disso, eu nunca deixei de fazer esporte. Meu marido sempre foi envolvido no esporte também. A filha mais velha dele, Vanessa Menga, já foi número 90 do mundo no tênis. E ele joga golfe. Então, foi através dele que elas começaram a brincar e curtiram. A partir do momento que começaram a entender o que queriam, foi uma escolha delas. A ideia é conseguirem bolsa nas universidades dos Estados Unidos através do golfe. Atualmente, Bianca e o marido mantêm uma vida discreta no interior de São Paulo. Ela explica a decisão de se mudar: — Foi na pandemia. A gente não sabia o que ia acontecer. Estávamos pensando em mudar do Rio de Janeiro. Eu escolhi Jundiaí, porque já conhecia a cidade. Os três filhos do primeiro casamento do Eduardo moram lá. As netas também. É um lugar calmo e seguro de cidade interior, mas que tem tudo que uma cidade grande precisa e que sempre foi muito acolhedor para mim. Vivemos numa vilazinha com 16 casas. É um lugar pequeno, mas gostoso e aconchegante. Ela, que começou a carreira como integrantes das Paquitas, este ano relembrou sua trajetória fazendo parte da turnê "O último voo da nave", de Xuxa. Ela fala da emoção de ter levado as filhas ao show: — Foi um dos momentos mais especiais da minha vida, porque eu jamais imaginei que elas pudessem vivenciar um pouco disso. Não só conhecer através das histórias, mas sentir na pele a emoção do que que foi e continua sendo a grandiosidade da Xuxa e das Paquitas. Elas sentiram isso, ficaram emocionadas, amaram. Além de ter oportunidade de matar a saudade desse momento tão especial que é o show, eu senti que deveria fazer isso para elas verem. Bianca conta como tem sido a convivência com as antigas colegas de trabalho após o "Pra sempre paquitas", documentário lançado em 2024 em que elas resgatam os bastidores e as polêmicas do trabalho como assistentes de palco de Xuxa: — Foi uma terapia em conjunto incrível. Acho que está sendo uma reconstrução de afeto e um fechamento dessa história toda. Porque o documentário veio para a gente abrir a caixa de Pandora, se reconectar e encontrar o nosso lugar. Agora estamos festejando. É a sensação de reencontrar os seus colegas de escola depois de muito tempo. A gente está ressignificando esses momentos e se encontrando nessa nova fase. Está sendo muito gostoso, positivo e cheio de carinho. Ali no grupo todo mundo se respeita muito, por isso que funciona. Quando acontecer de ter algum pensamento diferente, vamos conversar, debater e entender. Não temos grandes problemas. A atriz, que completou 52 anos no último dia 15, reflete sobre maturidade: — A melhor coisa para você lidar é encarar as situações, se reconhecer, se respeitar e se gostar. É importante conseguir ter uma boa autoestima. As ruguinhas chegam, sim. Acho que cada um sabe até onde pode ir e o que quer fazer. Mais do que tudo é falar: "Ok, estou envelhecendo, sim. Como eu quero ser e como eu quero estar?". Não é fácil, ainda mais a gente que cresceu trabalhando na TV. Eu me reconheci sempre nesse lugar da beleza que é imposto para a gente pela sociedade. E então as coisas começam a cair. Eu trabalho para me aceitar assim, porque eu não vou sair por aí fazendo qualquer procedimento estético. Morro de medo, não consigo. Sem discriminar quem faz, mas eu não estou nessa turma. Estou começando a me curtir assim. Estou bem, faço minhas atividades, me alimento direito, bebo muita água. Sou grata à vida e tudo isso ajuda muito no bem-estar físico e mental. Bianca Rinaldi e as filhas Reprodução/Instagram Galerias Relacionadas o
Bianca Rinaldi fala das filhas gêmeas atletas e da relação com as Paquitas após doc: 'Reconstrução de afeto'
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O Globo
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