Bianca Andrade e os 8 kg a menos na dança: afinal, o que acontece quando a rotina fica intensa?

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A rotina de ensaios para o "Dança dos Famosos" trouxe uma mudança perceptível para Bianca Andrade. A influenciadora revelou ter perdido 8 kg durante o período de preparação para a competição, que exige dos participantes uma combinação de horas de coreografias, atividade física e adaptação a uma carga de exercícios diferente daquela a que muitos estão acostumados no cotidiano. A transformação chama atenção, mas também levanta uma dúvida que pode surgir quando alguém começa a se exercitar com maior frequência: uma queda rápida na balança significa, necessariamente, que o organismo está respondendo de forma positiva? Sinker ou sagger? Por que cada rosto muda de um jeito com o tempo Vestir 38 significa ser magra? Entenda a discussão que viralizou nas redes A resposta não está apenas no número registrado. O peso corporal é resultado da combinação de diferentes componentes, como gordura, músculos e água. Assim, duas pessoas podem eliminar a mesma quantidade de quilos e apresentar mudanças bastante distintas na composição corporal e na própria condição física. É justamente essa diferença que merece ser considerada diante de uma redução expressiva associada ao aumento da atividade física. Segundo a nutróloga Mariana Comério, o resultado precisa ser analisado dentro do contexto da rotina, da alimentação e das necessidades individuais. "Uma perda de 8 kg durante um período de treinos intensos chama atenção, mas o número da balança, isoladamente, não diz se esse emagrecimento foi saudável. Quando há um aumento importante do gasto energético, como pode acontecer em uma rotina frequente de dança e exercícios, o organismo precisa receber energia, proteínas, vitaminas e minerais suficientes para acompanhar essa demanda", explica. Bianca Andrade Reprodução Instagram Aumentar os exercícios significa comer mais? Quando a frequência ou a duração das atividades físicas cresce, o gasto energético também pode aumentar. Isso não significa, porém, que seja necessário simplesmente ampliar a quantidade de comida de maneira indiscriminada. A alimentação precisa acompanhar as novas demandas do organismo e levar em conta fatores como frequência e intensidade das atividades, composição corporal, rotina e objetivos. Quando existe um desequilíbrio importante entre o que é gasto e o que é ingerido, a redução na balança pode vir acompanhada de consequências que não aparecem imediatamente. "Se a perda de peso acontece de forma muito rápida ou sem uma alimentação adequada, podemos perder não apenas gordura, mas também massa muscular, o que pode afetar força, disposição, recuperação e desempenho", alerta Mariana. Perder quilos não significa necessariamente perder gordura A distinção entre peso corporal e composição corporal é especialmente relevante para quem passa a praticar exercícios com mais regularidade. Uma diminuição na balança pode refletir alterações na quantidade de gordura, músculos e líquidos, e não apenas uma redução do tecido adiposo. A massa muscular, por sua vez, está relacionada à força, à funcionalidade e à capacidade de realizar atividades físicas. Por isso, uma transformação corporal não deve ser avaliada exclusivamente pela quantidade de quilos eliminados. "Mais importante do que perguntar quantos quilos uma pessoa perdeu é avaliar o que ela perdeu e em quais condições isso aconteceu. Peso corporal não é sinônimo de composição corporal", ressalta a nutróloga. Bianca Andrade Reprodução Instagram Dança ajuda a emagrecer? Como atividade física, a dança pode elevar o gasto energético e trabalhar diferentes capacidades do corpo, como condicionamento cardiovascular, coordenação, equilíbrio, força e resistência muscular. Em uma competição como o "Dança dos Famosos", a frequência dos ensaios pode aumentar consideravelmente essa demanda. Isso, no entanto, não significa que todas as pessoas terão a mesma resposta. Alimentação, metabolismo, quantidade de massa muscular, duração e intensidade das atividades, sono e recuperação são alguns dos fatores envolvidos. Por isso, a experiência de uma celebridade durante uma temporada de televisão não deve ser usada como parâmetro para prever quantos quilos outra pessoa poderia eliminar com a dança ou qualquer outra modalidade. O papel da proteína Com o aumento da atividade física, a ingestão adequada de proteínas pode contribuir para a manutenção e a recuperação dos músculos. Isso não significa, porém, que aumentar o consumo desse nutriente, isoladamente, seja suficiente para garantir uma redução de gordura saudável. Carboidratos, gorduras, vitaminas, minerais, água e a quantidade total de energia ingerida também fazem parte da equação. Uma alimentação adequada precisa considerar o conjunto, e não apenas um componente. "Para quem intensifica os treinos com o objetivo de emagrecer, o ideal é que exista acompanhamento individualizado para ajustar alimentação, hidratação e recuperação, preservando principalmente a massa muscular e evitando deficiências nutricionais", orienta Mariana. Quando uma queda rápida na balança merece atenção? Uma mudança corporal acentuada merece ser observada principalmente quando vem acompanhada de sinais como cansaço excessivo, queda importante no rendimento, dificuldade de recuperação entre as atividades, perda de força ou alterações persistentes no bem-estar. Nesses casos, além do acompanhamento da evolução corporal, a avaliação da composição pode oferecer informações que a balança não revela. Bianca Andrade Divulgação TV Globo A mudança de Bianca Andrade durante a preparação para o "Dança dos Famosos" chama atenção pelos 8 kg eliminados, mas também coloca em perspectiva uma questão que vai além da televisão: quando uma pessoa aumenta repentinamente a quantidade de exercícios, o resultado não deve ser medido apenas pelo que aparece no visor da balança. Mais do que acompanhar os quilos eliminados, é importante considerar a preservação da massa muscular, a disponibilidade de energia para a rotina e a adequação nutricional. Como resume Mariana Comério, "peso corporal não é sinônimo de composição corporal". A diferença ajuda a entender por que uma mudança expressiva no corpo não conta, sozinha, toda a história sobre saúde.

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