Belém e outras cidades brasileiras têm atos em apoio a Lula

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Fonte da notícia: O Liberal O Liberal

Estudantes e apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizaram manifestações em diferentes cidades do Brasil neste domingo (1º) para celebrar a reeleição do petista e protestar contra os questionamentos feitos pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) ao resultado das urnas.

Em Belém, o ato ocorreu na Praça da República, na manhã deste domingo, com participação do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Pará (DCE-UFPA). A mobilização na capital paraense foi convocada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), que organizou manifestações em todas as regiões do país.

Nas redes sociais, o DCE-UFPA destacou a participação popular e defendeu a continuidade da mobilização em favor da democracia, da educação pública e dos direitos sociais. “Hoje ocupamos as ruas para celebrar a participação popular e reafirmar que a luta por democracia não termina nas urnas!”, publicou o Diretório.

A entidade também ressaltou a defesa dos povos indígenas, de seus territórios e da soberania nacional. A manifestação em Belém integrou a programação nacional chamada de “Brasil com S”, que prevê 18 atos em 17 cidades brasileiras.

Em São Paulo, manifestantes se concentraram na Praça Roosevelt, no centro da capital, com bandeiras, faixas e camisetas em apoio a Lula. Já em Brasília, uma comemoração organizada pelo PT reuniu centenas de pessoas no Eixão Norte, com música e dança.

As mobilizações continuam ao longo da semana. Em Salvador, uma manifestação está prevista para esta segunda-feira (2), às 9h, no Morro do Cristo.

Na quarta-feira (4), Brasília terá outro ato, às 16h, com concentração no Museu Nacional. O nome “Brasil com S” faz referência à inscrição “Estados Unidos do Brazil”, presente no brasão utilizado na primeira versão de uma carta divulgada por Flávio Bolsonaro após sua ida aos Estados Unidos.

No documento, publicado na quarta-feira (28), o senador se declarou “verdadeiro presidente eleito” e questionou o resultado das eleições sem apresentar provas de fraude. Posteriormente, a carta foi modificada.

O brasão histórico foi substituído pelo atual, com a inscrição “República Federativa do Brasil”, e Flávio retirou a autodeclaração de presidente eleito, passando a se apresentar como “líder”. No texto, ele alegou perseguição política e anunciou que pretende comandar a oposição ao governo brasileiro a partir do exterior.

Lula venceu o segundo turno das eleições com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro. O petista recebeu 64,3 milhões de votos, enquanto o adversário teve 59,8 milhões, uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com o resultado, Lula conquistou seu quarto mandato presidencial. A UNE aponta a participação dos estudantes na campanha eleitoral como um dos motivos para levar a comemoração às ruas.

A avaliação também aparece em uma nota divulgada pela executiva nacional do PT após a vitória. No documento, a direção do partido atribuiu à mobilização popular papel central no resultado das urnas.

“A grande protagonista desta vitória foi a mobilização popular”, afirma o texto. Ao destacar a participação da juventude, o partido ressaltou que os estudantes estiveram na linha de frente da campanha e defendeu a continuidade da mobilização durante o novo mandato.

“A virada nasceu das ruas, do trabalho coletivo, da generosidade e da convicção de que o Brasil vale cada esforço”, diz outro trecho da nota. O PT também orientou suas representações estaduais a promover campanhas de filiação voltadas aos jovens.

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