Barcelona lidera nova elite do futebol e reúne maior número de joias entre os jogadores mais valiosos do mundo; entenda
Aos 18 anos, Lamine Yamal já atingiu um patamar inédito no futebol mundial. O atacante do Barcelona aparece como o jogador mais valioso do planeta em levantamento divulgado pela consultoria Football Benchmark, avaliado em 290 milhões de euros — cerca de R$ 1,8 bilhão na cotação atual. O dado simboliza uma transformação mais ampla no clube catalão, que voltou a concentrar algumas das principais joias do futebol europeu e lidera a nova geração de atletas mais valorizados do mercado.
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Aos 18 anos, Yamal vira jogador mais valioso do planeta e simboliza nova geração bilionária do futebol; veja lista
O relatório “The European Elite 2026”, publicado pela Football Benchmark, coloca o Barcelona como o segundo clube mais valioso da Europa, atrás apenas do Real Madrid. Mas, mais do que o crescimento financeiro, o estudo chama atenção para outro movimento: nenhum outro gigante europeu reúne hoje tantos jogadores jovens altamente valorizados quanto o Barça.
Além de Lamine, o clube também aparece com Pedri, avaliado em 139 milhões de euros, e Pau Cubarsí, estimado em 115 milhões de euros, entre os ativos mais valiosos do futebol mundial. O trio simboliza a aposta do Barcelona em uma reconstrução baseada na juventude e na formação de talentos da base.
Segundo o relatório, a valorização dos jogadores formados em La Masia foi um dos pilares para o crescimento econômico do clube nos últimos anos. A Football Benchmark destaca diretamente “a qualidade do sistema de desenvolvimento da La Masia” como um dos fatores que ajudaram o Barcelona a praticamente dobrar o valor do elenco na última década.
O estudo aponta que o Barcelona registrou o maior crescimento absoluto de valor entre todos os clubes europeus em 2026. Em apenas um ano, o clube espanhol adicionou aproximadamente 1,46 bilhão de euros ao seu valor de mercado e alcançou pela primeira vez a marca de quase 6 bilhões de euros em valuation.
A recuperação esportiva também aparece no centro dessa retomada. Em uma temporada marcada pela conquista do Campeonato Espanhol, o clube viu sua receita crescer quase 30%, aproximando-se da barreira de 1 bilhão de euros. O avanço foi impulsionado principalmente pelas receitas comerciais, que dispararam 44% após novos acordos e renegociações com marcas como Nike e Spotify, além do aumento nas vendas de produtos oficiais.
Enquanto o Barcelona aposta em jovens formados em casa, outros gigantes europeus ainda concentram seu valor em estrelas mais consolidadas. O Real Madrid, clube mais valioso do mundo segundo o levantamento, tem Kylian Mbappé como principal ativo esportivo, avaliado em 238 milhões de euros. Já o Manchester City segue sustentado pelo peso de Erling Haaland, estimado em 206 milhões.
Os três são os únicos jogadores do mundo acima da marca de 200 milhões de euros no ranking da Football Benchmark, consolidando o domínio do eixo Espanha-Inglaterra sobre os ativos mais valiosos do futebol global.
O levantamento também reforça como a valorização de jovens talentos se tornou estratégica para os clubes europeus. Segundo a consultoria, o valor agregado dos elencos dos dez clubes mais ricos da Europa mais que dobrou na última década e ultrapassou 12 bilhões de euros em 2026, impulsionado tanto pela inflação do mercado quanto pela disputa cada vez maior por atletas jovens com potencial de elite.
