Bancos revisam projeção de inadimplência para o fim do ano de 5,8% para 6,1%

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Fonte da notícia: Valor Valor

A Pesquisa de Economia Bancária da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostrou um piora nas expectativas do setor. A projeção de inadimplência para o crédito com recursos livres para o fim deste ano passou de 5,8% para 6,1%, e para o encerramento de 2027 foi de 5,6% para 5,9%.

Já a estimativa para o crescimento do crédito ficou estável em 8,9% este ano, mas diminiu de 7,5% para 7,4% no próximo. Os dados do Banco Central, divulgados na semana passada, mostra que a inadimplência com recursos livres subiu para o nível recorde de 6,6% em agosto, de 6,4% em julho.

Com relação à inadimplência das famílias, a percepção predominante (65%) dos bancos que fazem parte da pesquisa da Febraban é de que o indicador deve seguir em alta até o fim do ano. Por outro lado, 30% acreditam na estabilidade do indicador no patamar atual e apenas 5% veem início de uma tendência de queda.

Sobre o desempenho do crédito, Rubens Sardenberg, diretor de economia, regulação prudencial e riscos da Febraban, diz em nota que a pesquisa continua indicando que o crédito deve crescer em bom ritmo em 2026, puxado pelos recursos direcionados, especialmente nas operações para as empresas, diante dos programas governamentais.

"Do lado do crédito destinado às famílias, a projeção permanece próxima a dois dígitos no ano, beneficiada pelo mercado de trabalho aquecido e avanço do consignado privado e imobiliário." A pesquisa, feita entre 22 e 28 de setembro, ou seja, antes do primeiro turno das eleições, também captou as projeções dos bancos para variáveis macroeconômicas.

A mediana dos participantes (50%) espera que a taxa Selic encerre 2026 em 13,5%, ou seja, com um corte de 0,25 ponto percentual (p.p.) na reunião do Copom do próximo mês. O restante se divide em 30% que não enxergam mais cortes este ano e 20% que esperam uma redução mais forte em novembro, de 0,5 p.p..

Em relação à taxa de câmbio, houve uma revisão para baixo nas expectativas. Os bancos agora projetam um nível médio para o dólar de R$ 5,25 ao fim deste ano (ante R$ 5,30 na pesquisa de agosto) e a taxa se mantendo na faixa de R$ 5,20 no início de 2027.

Rubens Sardenberg, economista-chefe da Febraban João Brito/Valor

Publicação Original Valor valor.globo.com
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