O Banco Mundial avalia conceder até US$ 5 bilhões em empréstimos à Venezuela nos próximos dois anos, à medida que as relações com o país latino-americano têm sido retomadas após a saída de Nicolás Maduro do poder. O financiamento foi anunciado por Susana Cordeiro Guerra, vice-presidente para América Latina e Caribe da entidade, em entrevista nesta sexta-feira (16) à margem das reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial em Bangcoc.
Leia também: Maduro se diz inocente da acusação de determinar tortura de opositores Maduro e esposa são acusados nos EUA de suposta tortura de opositores políticos FMI alerta para situação fiscal ‘insustentável’ na Colômbia Os recursos seriam destinados a financiar reformas econômicas e investimentos em infraestrutura e áreas sociais. Guerra acrescentou que o banco já identificou uma primeira operação de US$ 500 milhões, com foco em projetos de abastecimento de água e eletricidade. Segundo ela, o financiamento poderia chegar a US$ 2 bilhões no primeiro ano, caso a Venezuela regularize seus pagamentos em atraso com outros credores multilaterais.
O possível apoio financeiro também dependeria da aprovação da diretoria executiva do banco.
Caracas acumula mais de US$ 2 bilhões em pagamentos atrasados de empréstimos e juros ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), além de pagamentos em atraso com o Banco de Desenvolvimento da América Latina. O Banco Mundial não concede empréstimos ao país desde 2005.
Tanto o Banco Mundial quanto o FMI retomaram as relações com o governo venezuelano em abril, sob a presidência interina de Delcy Rodríguez, após forças armadas americanas terem capturado Nicolás Maduro. Como parte dessa reaproximação, o Banco Mundial pretende contratar um representante residente e abrir um escritório em Caracas até o fim do ano.
Guerra ainda destacou que o banco trabalha intensamente com o governo venezuelano na definição de um arcabouço macrofiscal e no apoio à reestruturação da dívida pública, estimada em cerca de US$ 170 bilhões por cálculos privados. Sede do Banco Mundial, em Washington D.C. Valor
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