Bancas de jornal de Niterói acumulam prejuízos com furtos

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Pelo menos três bancas de jornal foram arrombadas e furtadas em Niterói nas últimas duas semanas, reacendendo a preocupação de comerciantes que relatam conviver há anos com invasões e furtos de mercadorias. Os casos ocorreram durante a madrugada e tiveram como alvo principal cigarros, além de outros produtos. Em Niterói: Desabamento de casa deixa mulher e adolescente gravemente feridos Esporte: Projeto de vôlei de bicampeão olímpico inaugura primeiro núcleo em Niterói Na madrugada de terça-feira passada, por volta das 3h, criminosos quebraram a chapa de aço e invadiram uma banca na Avenida Rio Branco, esquina com a Rua Marechal Deodoro, no Centro. Exatamente uma semana antes, outra banca, dessa vez na Rua Gavião Peixoto, em Icaraí, teve o cadeado serrado e as fechaduras danificadas. Entre os produtos levados pelo criminosos estavam maços de cigarros e isqueiros. Outro caso foi registrado no último domingo, também de madrugada, por volta das 5h, em uma banca localizada em frente ao campus da Universidade Federal Fluminense (UFF), no Valonguinho, no Centro. Segundo o proprietário, Kayo Ribeiro, os criminosos entraram pelo teto e levaram principalmente cigarros e chocolates. O prejuízo estimado por ele apenas nessa ocorrência passa de R$ 5 mil. — Já sofremos cinco arrombamentos nos últimos quatro anos. Os ladrões levaram mercadorias, principalmente cigarros. E olha que estamos localizados na frente de uma universidade federal e do Plaza Shopping — conta Ribeiro. Criminosos danificaram teto de banca de jornal em frente a campus da UFF para roubar produtos Filipe Bias Casos no Centro Somados os cinco episódios, ele calcula que as perdas se aproximem de R$ 20 mil. A sequência de ocorrências também mudou a rotina do proprietário, que afirma acompanhar as câmeras de segurança constantemente, com receio de uma nova ação. — A gente não consegue dormir, tem que ficar vigiando a câmera de segurança o tempo inteiro porque nunca se sabe quando eles podem agir — relata. Na Avenida Amaral Peixoto, uma das principais vias comerciais do Centro, proprietários e funcionários de bancas também relatam episódios de insegurança. Embora nem todos tenham sido vítimas de furtos consumados, quatro bancas da região relataram à equipe do GLOBO-Niterói que já sofreram tentativas de arrombamento ou furto, obrigando os proprietários a reforçar a proteção. Rafael Siqueira, dono de uma banca em frente ao número 71 da avenida, conta que sofreu duas tentativas de invasão nos últimos dois anos, além de uma ocorrência em que foi avisado pela polícia, por volta das 4h, de que o cadeado havia sido cortado. Em nenhuma dessas situações, segundo ele, os criminosos conseguiram concluir o furto. — Uma vez eu dei sorte pois alguém os viu (os criminosos) tentando arrombar a banca e chamou a polícia, que chegou e espantou os caras. Outra vez um vigilante do prédio aqui da frente conseguiu impedir, mas a gente não se sente seguro, não tem como — disse Siqueira. Poucos metros à frente, na mesma rua, José Mauro, proprietário de outra banca, não teve a mesma sorte. Ele afirma ter sido vítima de sete arrombamentos e furtos ao longo dos últimos sete anos. Segundo ele, os invasores já entraram pelo teto, pelas laterais e pela porta do estabelecimento. — Eu não tenho mais dinheiro para consertar minha banca. Gastei R$ 700 só para refazer a porta, quase R$ 2 mil para refazer o teto, mais R$ 200 para colocar chapa de metal nas laterais. Estou tentando melhorar a segurança, mas fico com medo de gastar para consertar e quebrarem para roubar de novo — relata. Mauro estima que os prejuízos acumulados ao longo dos anos cheguem a R$ 50 mil. Segundo o comerciante, cigarros, chips de celular e bebidas alcoólicas estão entre os produtos mais visados, por serem, na avaliação dele, fáceis de revender. PM destaca redução A equipe de reportagem também ouviu funcionários de bancas em outros pontos de Icaraí, Centro e no Ingá, que mesmo sem terem sido vítimas de tentativas de arrombamento, relataram que não se sentem seguros, principalmente durante a noite, quando a redução do movimento nas ruas e a percepção de menor presença policial aumentam a preocupação. A Polícia Militar informou que o número total de roubos na região teve redução de 10% entre janeiro a agosto de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. A PM também destacou que tanto Centro como Icaraí contam com policiamento ostensivo realizado por agentes em viaturas, motopatrulhas e efetivo adicional empregado por meio do Regime Adicional de Serviço (RAS): “A corporação reforça que a colaboração da população é fundamental para o enfrentamento da criminalidade. Em situações emergenciais, o acionamento deve ser feito imediatamente pelo telefone 190”, finaliza.

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