Bairro popular de Tóquio vai proibir mais da metade dos aluguéis no Airbnb

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O popular bairro de Shinjuku, em Tóquio, proibirá mais da metade de seus alojamentos de férias, incluindo imóveis de aluguel temporário anunciados no Airbnb, em meio ao aumento das reclamações relacionadas aos turistas. Reforma Tributária: companhias aéreas tentam se enquadrar como regionais para pagar menos imposto Apple Park: como é a sede da Apple e os bastidores do lançamento do iPhone Conhecido por seu movimentado distrito comercial e de entretenimento, o bairro abriga cerca de 10% dos 42 mil aluguéis temporários existentes no Japão. Mas também conta com uma grande população residencial, que tem se mostrado cada vez mais exasperada com turistas que não descartam o lixo corretamente, fumam onde não deveriam e fazem muito barulho. Turistas estrangeiros arrastam suas malas enquanto caminham por uma rua perto da Estação Shinjuku, em Tóquio YUICHI YAMAZAKI / AFP Restrições em áreas residenciais Um funcionário de Shinjuku encarregado de supervisionar os aluguéis de férias disse à AFP que o distrito "planeja revisar a ordenança atual (...) para proibir a hospedagem privada" em propriedades particulares nas zonas residenciais e nas áreas próximas às escolas. — À medida que aumentou o número de negócios de hospedagem privada, também aumentaram as consultas e os problemas relacionados a eles — afirmou o funcionário, sob condição habitual de anonimato. Mais de 50% dos aluguéis de curta duração em Shinjuku enfrentarão uma proibição sob as novas normas, segundo o plano anunciado oficialmente pelo prefeito de Shinjuku em março. A política de Shinjuku também será aplicada às propriedades já existentes. Galerias Relacionadas Turismo excessivo Ao mesmo tempo, outras cidades do mundo tentam impor restrições às acomodações privadas disponíveis no Airbnb e em outras plataformas, entre elas Nova York e Barcelona. Como em outros lugares, o turismo excessivo se tornou um problema importante no Japão. Os moradores de Kyoto e de outros destinos muito procurados expressaram seu incômodo com as multidões, assim como com o congestionamento do tráfego e o aumento desmesurado dos preços dos imóveis. Em Shinjuku, o número de consultas relacionadas aos aluguéis de férias aumentou cerca de 40% no ano fiscal encerrado em março, segundo o funcionário. A proibição de Shinjuku foi anunciada depois que a Agência de Turismo do Japão reconheceu, em julho, o direito dos municípios de regular as acomodações de curta duração caso "um ambiente de vida e educação tranquilo" seja ameaçado ou se isso "obstaculizar a manutenção de uma população permanente e da comunidade local".

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