B3 mira tecnologia, renda fixa e M&A para acelerar crescimento, diz BofA

B3 mira tecnologia, renda fixa e M&A para acelerar crescimento, diz BofA - Foto
Fonte da notícia: Valor Valor

A nova gestão da B3 pretende colocar a tecnologia no centro da estratégia para melhorar a experiência dos clientes e acelerar o desenvolvimento de produtos, segundo relatório do Bank of America (BofA) produzido após reunião de analistas com o novo presidente da companhia, Christian Egan.

Segundo os analistas, a administração da B3 espera que as operações de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês) se tornem mais frequentes, ainda que concentradas em pequenas aquisições que agreguem tecnologias ou capacidades que hoje faltam às cadeias de produtos existentes. Operações fora do Brasil estão descartadas, já que a administração prefere primeiro modernizar as próprias plataformas e fortalecer suas operações domésticas, diz o relatório.

Egan assumiu o posto em meados de julho. Na leitura dos analistas do BofA, a agenda do executivo busca simplificar e integrar a companhia para destravar crescimento, “uma vez que a atual complexidade operacional e a estrutura fragmentada funcionam como barreiras ao desenvolvimento mais rápido de produtos e à liderança de mercado”.

Na conversa, a renda fixa também ganhou destaque. “A administração destacou que a renda fixa pode se tornar tão relevante quanto o mercado de ações, refletindo o tamanho do mercado brasileiro e a expansão gradual da negociação eletrônica. A adoção da negociação eletrônica de instrumentos de renda fixa deve levar tempo, mas a administração avalia estruturas de parceria para atrair participantes e acelerar a formação de liquidez”, dizem.

A execução do plano de Egan deve ser gradual, “mas os resultados resilientes da B3 e seu perfil diversificado de receitas oferecem sustentação enquanto essas iniciativas avançam”, afirma o BofA, que reitera a compra dos papéis da B3 com preço-alvo de R$ 23,00.

Edilson Dantas/Agência O Globo

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site Valor