Diante do Botafogo de Ribeirão Preto, o Avaí joga pela sobrevivência na Série B e precisa corrigir a falta de efetividade ofensiva para manter viva a luta contra o rebaixamento O Avaí entra em campo neste sábado (24), às 16h, diante do Botafogo de Ribeirão Preto na Ressacada, sabendo que não há outro caminho a não ser buscar a vitória.
A situação é extremamente delicada, com o risco de rebaixamento beirando os 90%, mas ainda existem 12 pontos em disputa. O Botafogo-SP deixou, neste momento, de ser um adversário direto, embora permaneça no radar, com sete pontos a mais que o Leão.
Ceará e Náutico, primeiros times fora da zona de rebaixamento, somam 43 pontos, seis à frente do Avaí. E há um detalhe importante: depois deste compromisso, o time catarinense ainda enfrentará o Náutico, nos Aflitos, em um confronto direto que pode ser decisivo.
Por isso, vencer em casa é fundamental. Além de manter viva a esperança matemática de permanência na Série B, o resultado pode devolver a confiança a um grupo que precisa reagir imediatamente.
O desafio de Marquinhos Santos passa pela efetividade ofensiva. O Avaí tem conseguido produzir volume de jogo em algumas partidas, mas nem sempre transforma essa presença em oportunidades claras de gol.
Contra Ceará e Athletic, por exemplo, faltou agressividade para converter a movimentação em chances reais. A exceção foi a vitória sobre o Londrina, quando a equipe conseguiu ser eficiente.
Contra o Cuiabá, o desempenho também ficou aquém do necessário, mas teve eficiência e venceu. E o Avaí precisa vencer, mesmo que o desempenho não seja o esperado.
As ausências do lateral-direito João Vitor e do meio-campista Wenderson abrem espaço para mudanças. Wallison, de origem na lateral, aparece como alternativa natural para a direita.
Já a substituição de Wenderson pode representar uma oportunidade para abandonar a formação com cinco jogadores no meio e dar mais força ao ataque. Gaspar e Rildo são opções para oferecer velocidade, amplitude e presença pelos lados do campo.
Outra possibilidade é utilizar Felipe Vizeu ou Léo Gamalho, jogadores mais experientes, ao lado de um atacante de mobilidade, com a saída do jovem Caio Suassuna, que não vem rendendo no time. Uma formação com Bruno Ferreira; Wallison, Allyson, Jefferson Maciel e Douglas Teixeira, pode ser a base para dar sustentação defensiva a equipe, com Zé Ricardo, Luiz Henrique, Jean Lucas e Daniel Penha no meio.
Na frente, Marquinhos precisa escolher as peças que ofereçam maior capacidade de infiltração, finalização e aproveitamento das oportunidades. A alternativa de manter cinco homens no meio, com Paulo Vitor na vaga de Enderson, parece pouco indicada diante da necessidade de vencer.
O Avaí pode, sim, recuperar características de um time reativo, que sabe explorar os espaços e atacar em velocidade. Mas não basta esperar o adversário e tentar surpreendê-lo: é preciso ser efetivo quando recuperar a bola.
O Botafogo-SP chega embalado por três vitórias consecutivas, embora também não esteja livre do risco de queda. Isso exige atenção defensiva, sem abrir mão da iniciativa.
A missão é gigantesca. O Avaí precisa reduzir uma diferença de seis pontos para sair da zona de rebaixamento e tem apenas quatro rodadas para tentar essa reação.
Duas rodadas perfeitas podem recolocar o clube na disputa, mas tudo começa neste sábado (24). É hora de transformar volume em gol, pressão em resultado e esperança em atitude.
O caminho é difícil, mas ainda existe. O Avaí precisa fazer jus ao próprio hino e voltar a ser, dentro de campo, o time da raça.
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