Confronto na Ressacada do Avaí contra o São Bernardo coloca à prova a capacidade de reação de um elenco limitado e pressionado por atrasos salariais e pela ameaça do rebaixamento Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
O Avaí recebe o São Bernardo neste sábado, às 16h, na Ressacada, em um confronto no qual somente a vitória interessa às duas equipes. Para o Leão, vencer significa manter vivas, ainda que remotas, as chances matemáticas de permanência na Série B.
Depois, será necessário torcer por uma derrota do Ceará diante do América-MG, no domingo. Para o São Bernardo, os três pontos também são fundamentais para continuar sonhando com uma vaga nos playoffs e, consequentemente, com o acesso à Série A.
Um empate elimina os dois dos respectivos objetivos. A derrota produz o mesmo efeito.
Do outro lado estará uma equipe comandada por um conhecido Avaiano. Vinícius Bergantin, que encerrou a temporada passada no comando do Leão, conhece a estrutura da Ressacada e parte do elenco.
O São Bernardo vem fazendo uma reta final consistente, pontuando diante de adversários da parte de cima e vencendo confrontos importantes, como aconteceu na rodada passada, contra o Cuiabá, fora de casa. Bergantin trabalha com um 3-4-3, estrutura que privilegia a organização defensiva e a velocidade pelos corredores.
A linha de três zagueiros tem Marcão, Jemerson e Luizão. Hugo e Pará fazem os corredores laterais, com Lucas Lima e Foguinho, que teve passagem apagada pelo Avaí, na proteção do meio.
Na frente, Lucas Fernandes e Pedrinho oferecem velocidade pelos lados, enquanto Fabrício Daniel, que enfrentou o Leão pela Ferroviária na temporada passada, atua centralizado, muitas vezes como falso nove. É um time equilibrado e que certamente vai exigir atenção dos Avaianos.
A grande incógnita está do lado do Avaí. Como Marquinhos Santos vai montar a equipe diante de tantas ausências e, principalmente, de um ambiente bastante desgastado pelos salários atrasados? Os jogadores se reapresentaram na terça-feira, mas não treinaram na quarta, em manifestação pelo não pagamento.
É um problema que ultrapassa o campo e envolve também os funcionários do clube. Para o confronto, Douglas Teixeira, o DG, está suspenso.
Allyson e Luiz Henrique retornam, enquanto Rildo, Daniel Penha, William Fernando e Del Piage seguem como desfalques por lesão. Minha aposta é na utilização de alguns garotos que entraram diante do Náutico, como Gaspar e Kauã Gabriel.
Uma possível formação teria Bruno Ferreira; João Vitor, Allyson, Jefferson Maciel e Quaresma; Zé Ricardo, Luiz Henrique, Wenderson e Jean Lucas; Gaspar e kauã Gabriel. A permanência é um milagre de difícil realização.
O Ceará precisa somar apenas um ponto em dois jogos, mas também atravessa problemas internos e não vive um momento de grande mobilização. Mas pelo menos, o Avaí precisa fazer a sua parte.
Convenhamos, faltou uma mobilização interna mais efetiva para minimizar os atrasos salariais e preservar o ambiente de trabalho. Agora, resta saber qual será o nível de competitividade do grupo quando a bola rolar.
Pelo menos a possibilidade matemática de salvação precisa continuar viva. Para isso, não existe outro caminho: vencer o São Bernardo.
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