Aurora boreal provocada por tempestade solar que chegou à Terra ilumina céu da Finlândia; vídeo

Aurora boreal provocada por tempestade solar que chegou à Terra ilumina céu da Finlândia; vídeo - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

Câmeras registraram um espetáculo de auroras boreais no céu da Finlândia na noite de sábado (10), após a chegada de uma tempestade geomagnética provocada por uma ejeção de massa coronal do Sol. O fenômeno iluminou a região da Lapônia com ondas de luz verde e vermelha, visíveis a olho nu, e também foi observado em áreas mais ao sul da Europa, incluindo Itália, Córsega e Ucrânia. Vídeo: Rio derruba ponte e carrega estrutura durante enchentes no Nepal Veja também: Tartaruga-marinha é flagrada dormindo de maneira 'inusitada' dentro de esponja gigante nas Filipinas Em Rovaniemi, no norte da Finlândia, as luzes permaneceram visíveis durante várias horas. A intensidade do fenômeno aumentou significativamente em três momentos, formando ondas luminosas que se movimentaram pelo céu. A tempestade solar havia sido prevista por especialistas, que alertaram para a possibilidade de auroras em latitudes mais baixas do que o habitual. A chegada da ejeção de massa coronal, uma grande quantidade de plasma e campos magnéticos lançada pelo Sol, aumentou a expectativa de observação do fenômeno em diferentes partes do continente europeu.

O que provocou as auroras boreais? A tempestade geomagnética foi associada a uma ejeção de massa coronal (CME, na sigla em inglês) disparada pelo Sol em 6 de outubro. A previsão era de que ela chegasse à Terra em 9 de outubro, provocando perturbações no campo magnético do planeta. A erupção solar que acompanhou o evento foi classificada como M1.4 e teve origem na região de manchas solares AR4549. Segundo estimativas anteriores à chegada da ejeção, o material se deslocava a cerca de 560 quilômetros por segundo. Quando partículas e campos magnéticos transportados pelo Sol interagem com a magnetosfera terrestre, podem desencadear tempestades geomagnéticas. Durante esse processo, partículas energéticas colidem com gases da atmosfera, liberando energia na forma de luz e produzindo as auroras. As cores variam de acordo com os gases envolvidos e a altitude das interações. O verde é uma das tonalidades mais comuns, enquanto o vermelho também pode aparecer em determinadas condições. Fenômeno pode voltar a iluminar o céu Antes da chegada da ejeção, o Centro de Previsão do Clima Espacial da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) havia previsto condições de tempestade geomagnética entre os níveis G1, considerado menor, e G2, moderado. A intensidade das auroras depende, entre outros fatores, da orientação do campo magnético transportado pela ejeção de massa coronal e da interação desse material com o campo magnético da Terra. Por isso, mesmo quando há previsão de tempestade geomagnética, a visibilidade do fenômeno não é garantida em locais específicos. A atividade solar também pode continuar nos próximos dias. A região de manchas solares AR4549 registrou outra erupção, de classe M1.8, poucas horas depois do primeiro evento. Especialistas também monitoravam outras regiões ativas do Sol e fluxos de vento solar que poderiam provocar novos períodos de perturbação geomagnética. Com a possibilidade de novas ejeções de massa coronal atingirem a Terra, as auroras podem voltar a aparecer nas próximas noites, dependendo da intensidade da atividade solar e das condições geomagnéticas. Aurora boreal pode ser vista no Brasil? Apesar de o fenômeno ter sido observado em regiões mais ao sul do que o habitual na Europa, a previsão fornecida não indicava possibilidade de visualização no Brasil. As auroras boreais ocorrem principalmente em latitudes elevadas do Hemisfério Norte. Durante tempestades geomagnéticas mais intensas, a região em que elas podem ser observadas se expande em direção a áreas mais próximas do equador, mas isso depende da força e das características de cada evento.

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