Com a confirmação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro da vitória de Douglas Ruas nas eleições para o governo fluminense, o PL divide com a legenda Republicanos os comandos já garantidos em primeiro turno nos quatro maiores orçamentos dentre os Estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Juntos, os quatro Estados representam 46% das receitas totais estaduais. A quarta maior receita é da Bahia, onde foi eleito o candidato do PT.
Segundo dados dos relatórios fiscais de 2025, as receitas totais de todos os governos estaduais somaram R$ 1,6 trilhão, em valores atualizados pelo IPCA até setembro. O Estado de São Paulo, para o qual o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito, tem o maior quinhão, de 24%. Minas Gerais, que elegeu Cleitinho Azevedo (Republicanos) em primeiro turno, tem fatia de 8,6% das receitas.
O governo fluminense vem em terceiro, com 7,6%. O Rio Grande do Sul é o terceiro maior orçamento, com 5,8% do total e elegeu Luciano Zucco (PL).
Com a vitória confirmada de Ruas no Rio, o PL soma seis governos estaduais garantidos na primeira ida às urnas destas eleições, reforçando o predomínio dos partidos de direita entre os 21 mandatários já definidos para 2027.
Além do Rio, o PL elegeu governadores em todos os três Estados do Sul do país – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul –, além de Rondônia e Roraima. O PL de Flávio Bolsonaro ainda disputará, no segundo turno, os governos do Amazonas e Goiás. Além do governo paulista e mineiro, o partido Republicanos já elegeu Otaviano Pivetta, no Mato Grosso.
PT
O PT de Luiz Inácio Lula da Silva, além de Jerônimo Rodrigues, na Bahia, elegeu Rafael Fonteles, no Piauí, e Elmano de Freitas, no Ceará. Os três Estados somam 10,6% em orçamento dos governos estaduais. O partido ainda está no jogo em segundo turno no Distrito Federal e no Rio Grande do Norte.
Com o quadro atual, o PL e o Republicanos também ficaram com os três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que somam 39,9% dos votantes do país. O quarto maior colégio eleitoral é a Bahia, com fatia de 7,1%.
Pixabay
Valor