Dezenas de ativistas invadiram, nesta sexta-feira (6), um canteiro de obras onde a Microsoft constrói um centro de dados em Amsterdã, em meio a uma mobilização europeia contra esse tipo de instalação. Uma coalizão de grupos denominada Stop Dirty Data Centers convocou manifestações para sexta-feira e sábado em vários países europeus, para exigir uma pausa na construção de novos complexos.
A mobilização faz parte de uma onda crescente de protestos contra centros de dados vinculados ao desenvolvimento da inteligência artificial (IA), questionados por seu impacto ambiental e pela quantidade de empregos que efetivamente geram. Os manifestantes em Amsterdã, convocados pelo coletivo Geef Tegengas, que atua em defesa do clima e da justiça, e pelo grupo ambientalista Fossielvrij, escalaram as cercas de segurança e exibiram mensagens contra a Microsoft.
@@NOTICIAS_RELACIONADAS@@ Segundo a agência holandesa ANP, a polícia deteve entre 150 e 200 participantes, enquanto outros deixaram o local voluntariamente.
"Em termos de segurança energética, esta instalação consumirá tanta energia quanto todas as residências de Amsterdã juntas. Em termos de segurança hídrica, consumirá uma quantidade absurda de água", declarou à AFP Nathan Timmer, porta-voz do Geef Tegengas.
Timmer, de 30 anos, também argumentou que o centro seria utilizado "para facilitar a guerra com IA" e o que classificou como "genocídio" em Gaza. Os centros de dados de IA exigem grandes quantidades de eletricidade, o que exerce pressão adicional sobre redes que, em muitos casos, ainda dependem de combustíveis fósseis.
Frequentemente, também consomem grandes volumes de água para resfriar os equipamentos de informática. A Microsoft não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Folha de Pernambuco