Ativista Fernando Silva leva projeto inovador "Cachorro na Escola" ao Colégio Internacional EMECE para combater maus-tratos desde a infância

 

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Diante do crescimento alarmante nos casos de violência contra os animais, a conscientização de base surge como a ferramenta mais poderosa para transformar essa realidade. Defendendo essa premissa, o empresário e ativista social Fernando Silva esteve, na última semana, no Colégio Internacional EMECE, na capital paulista, para ministrar uma palestra que uniu afeto, cidadania e responsabilidade para cerca de 120 crianças.

A ação faz parte do projeto "Cachorro na Escola", uma iniciativa inovadora idealizada por Fernando, que tem como grande diferencial a presença de um "educador" de quatro patas: o cãozinho Godzilla.

Durante o encontro, as crianças puderam aprender, de forma lúdica e prática, o que de fato configura os maus-tratos - desde a violência física até o abandono -, além de receberem orientações fundamentais sobre posse responsável, como a obrigatoriedade do uso de coleira e guias em locais públicos.

Educação como política pública

Para Fernando Silva, que também é Diretor Executivo de Risco na Harpia Consultoria e presidente do Projeto Social Life, o debate sobre o bem-estar animal precisa urgentemente ser inserido no cotidiano escolar, algo que ainda é escasso no modelo de ensino atual.

"Nós precisamos atuar na base, diretamente com as crianças. É algo inovador, pois hoje quase não se fala sobre isso nas salas de aula", pontua o ativista.

A meta, contudo, vai muito além de palestras pontuais. Fernando desenvolveu um projeto que visa transformar essa conscientização em lei, tornando obrigatória a abordagem do tema nas instituições de ensino. O texto da proposta legislativa deve ser apresentado em breve e propõe a dinâmica do "Cachorro na Escola" como diretriz pedagógica de conscientização.

Uma trajetória de impacto

Embora a atuação na causa animal tenha ganhado ainda mais força e projeção nacional após o trágico "Caso Joca" - o cão da raça Golden Retriever que faleceu após um erro no transporte aéreo -, a trajetória de Fernando Silva no terceiro setor é de longa data. O ativista já soma quase dez anos de dedicação intensa a ações humanitárias e atua diretamente na defesa dos animais desde o final da década de 1990.

Unindo sua expertise em gestão de risco com a disciplina das artes marciais (ele é faixa preta de judô), Fernando reverte 100% dos recursos de suas iniciativas esportivas para o financiamento de resgates, apadrinhamentos e suporte a animais vulneráveis em todo o país, além da distribuição de milhares de marmitas e cestas básicas para famílias em situação de extrema vulnerabilidade em São Paulo.

Com o avanço do projeto "Cachorro na Escola", a expectativa é que novas instituições recebam as palestras nos próximos meses, plantando a semente da empatia e formando uma nova geração de protetores.