Marcos Breda está no elenco do espetáculo “Víboras — A arte do insulto”, de Flávio Marinho, em cartaz no Teatro Vannucci, no Shopping da Gávea, Zona Sul do Rio. Ele fala sobre o trabalho: Entrevista: Nuno Leal Maia fala da volta aos palcos cariocas, do afastamento das novelas e do casamento com atriz E mais: Alexandre Frota fala da volta à TV na série 'Arcanjo renegado': 'Tenho saudades dos meus tempos de ator' — É a história de um casal gay da terceira idade que frequenta um bar de uma portuguesa e recebe a visita de um novo empregado. O rapaz vira objeto de desejo dos três, mas acaba não acontecendo nada porque ele é hétero. Na verdade, é uma grande brincadeira. É uma comédia musical dramática que o Flávio Marinho escreveu para celebrar os 40 anos de carreira dele. É também uma celebração da amizade e da parceria dele com três atores que trabalham com ele ao longo de uma vida inteira: eu, o Aloísio de Abreu e a Alice Borges. Fala de terceira idade, questões LGBT e de um afeto que transcende a passagem do tempo. Ele conta que a peça fica em cartaz inicialmente até dezembro. — Depois tem uma pausa e voltamos em janeiro. Devemos ficar em cartaz pelo menos durante um ano. Pretendemos viajar para São Paulo e outras capitais. Já no audiovisual, o ator vem trabalhando em projetos para a TV e para o cinema. Um deles é o filme “Clamor”, dirigido por Malu De Martino e com roteiro da cineasta chilena Dominga Sotomayor: — O filme fala sobre uma organização que se dedica a descobrir o paradeiro de crianças filhas de mortos e desaparecidos políticos no Cone Sul. Eu interpreto o padre presbiteriano Jaime Wright. Paralelamente à carreira artística, Breda trabalha como astrólogo: — Sou ator desde os 20 anos, locutor há 44 e estudo astrologia há 40 anos. Assumi a esta última como profissão em 2020, durante a pandemia. Eu tinha acabado de perder minha mãe, gastei minhas economias com o home care dela e fiquei com as reservas praticamente a zero. Pensei em como sobreviver sem trabalhar como ator e comecei a fazer consultas profissionalmente. Esta semana vou chegar ao meu cliente número mil. Dou consultas em português e inglês, inclusive para muitos colegas, como Letícia Spiller, Julia Lemmertz e Luciana Braga. Em meio a tantos projetos profissionais, ele vem se recuperando de uma cirurgia feita neste ano. Foi a décima intervenção pela qual passou após sofrer um grave acidente de moto em 2022: — Tive alta 100% esta semana, dois meses após a última cirurgia. Foi uma jornada de dor inacreditável. Estilhacei o fêmur da perna esquerda em muitos pedaços e reconstruí a clavícula. Mas trabalhar com dor durante todo esse tempo foi o que me manteve em frente. Voltei a gravar novela 40 dias depois do acidente, de andador e cadeira de rodas. Nesses quatro anos, não parei: fiz sete filmes, duas novelas, uma série e dois espetáculos. Graças a Deus não ficou nenhuma sequela. Vou completar 66 anos e meu melhor presente é me recuperar totalmente. Ele conta que, desde o ocorrido, não voltou a andar de moto e que ainda não sabe se voltará: — O médico que me operou também é motociclista e disse que não tem por que parar, que o risco hoje é praticamente idêntico ao de andar de bicicleta. Ainda vou refletir sobre isso. Algum tempo atrás eu já voltei a disputar uma prova de kart. Sou piloto de kart a vida toda. Também joguei capoeira por 40 anos e vou voltar a jogar. TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp Breda é pai de dois filhos, Jonas e Daniel. Eles também estão envolvidos na área artística: — O Jonas, de 24 anos, está morando em Paris, fazendo mestrado em animação gráfica para cinema. O caçula, Daniel Breda, tem 20 anos e está no segundo ano de bacharelado em artes cênicas na CAL. Ele já tem 10 anos de carreira, começou aos 10 anos fazendo a novela “O Rico e Lázaro” comigo. Já fez filmes, peças e vai para a terceira participação em novela. Eu não sou mais o Marcos Breda, sou o pai do Daniel Breda. Veja como estão hoje os galãs de novelas dos anos 1980 e 1990
Marcos Breda Reprodução/Instagram
O Globo