Cientistas da NASA revelaram a descoberta de uma cratera na Lua com uma dimensão equivalente a dois campos de futebol. A cratera de paredes íngremes, com cerca de 222 metros de largura e até 43 metros de profundidade, foi criada por um impacto de um asteroide e é a maior cratera recém-formada já encontrada no sistema solar. Segundo os pesquisadores, um evento do tipo acontece a cada 132 anos, em meio a expectativa de construção de uma base lunar para astronautas. A análise começou quando o cientista da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) da NASA, Robert Wagner, estava analisando um mapa lunar gigante na tela do seu computador em maio de 2024, quando uma mancha brilhante incomumente grande, circundada por um halo escuro, chamou sua atenção. Ele conta que aquilo mostrava que tinha ocorrido algo no local. A formação da cratera ocorreu na parte leste da Lua em um momento entre abril e maio de 2024, após a colisão de um asteroide (ou cometa) do tamanho de um prédio de até seis andares. 'Este evento constitui uma observação estatisticamente rara, que ocorre praticamente uma vez na vida', escreveram os cientistas em um dos dois estudos publicados sobre o assunto na revista Science Advances. Foto da Lua feita durante a missão Artemis II Divulgação/NASA A cratera recebeu o nome de Thomas McGetchin, ex-diretor do Instituto Lunar e Planetário de Houston. Ela é três vezes maior que a recordista anterior, descoberta pela LRO há uma década. O impacto da Lua não foi detectado em tempo real por telescópios na Terra e no espaço. As imagens de grande angular da LRO não foram identificadas na avalanche de dados até agosto de 2025. A espaçonave coletou imagens mais detalhadas no ano passado, e a descoberta foi confirmada recentemente. Segundo os cientistas, o impacto mexeu na superfície lunar por mais de 100 quilômetros. Segundo Mark Robinson, cientista-chefe das câmeras da LRO e principal autor de um dos estudos, poeira e solo rochoso foram lançados em um ângulo maior do que o esperado. Um ponto frio com 6,4 km de largura ao redor da nova cratera foi identificado em um estudo separado, o que é consistente com um afrouxamento da camada superficial do solo lunar. Os pesquisadores afirmaram que o resfriamento ocorre porque o impacto levanta a camada de rochas soltas, poeira e solo ao redor da cratera, tornando-a menos densa e, portanto, menos capaz de reter calor. Os cientistas afirmam que impressiona a extensão da mancha fria já que demonstraria que os impactos podem modificar a superfície da Lua muito além da própria cratera. NASA divulga imagens de impacto na Lua após colisão de foguete Imagem de antes e depois do foguete colidir com a Lua. Reprodução/NASA Uma espaçonave da NASA capturou imagens de uma nova cratera na Lua após um foguete da SpaceX ter colidido com a superfície lunar. A espaçonave Falcon abandonada entrou em contato com uma explosão equivalente a três toneladas de dinamite no início deste mês, após ter vagado pelo espaço por mais de um ano. A NASA divulgou imagens de antes e depois, mostrando o impacto com o máximo de detalhes até o momento. Os cientistas afirmaram que a cratera parece ter cerca de 18 metros de diâmetro e 3 metros de profundidade. É possível ver faixas escuras e claras emanando da cratera. Os primeiros são provenientes de material escavado próximo à superfície, moldado pelo vento solar e pelos raios cósmicos; os últimos são rochas e terra frescas que foram lançadas de camadas mais profundas. A NASA informou que sua espaçonave, a Lunar Reconnaissance Orbiter, capturou as imagens uma semana após a colisão, a uma altitude de 96 quilômetros. Controladores de voo remotos trabalharam para posicionar as câmeras a bordo em direção à cratera. A sonda LRO está em órbita da Lua desde 2009 e está ajudando a NASA a se preparar para, eventualmente, retornar astronautas à superfície lunar por meio de seu programa Artemis. A missão Artemis II, realizada no início deste ano, levou uma tripulação a orbitar a Lua e retornar. A missão Artemis III, prevista para 2027, levará uma tripulação a praticar a acoplagem com módulos de pouso lunares em órbita ao redor da Terra. Os humanos só retornarão à superfície lunar durante a missão Artemis IV. Imagem feita pela missão Artemis II mostra o lado oculto da Lua (à esquerda) e o lado visível (à direita), com destaque para a bacia de Orientale Divulgação/NASA
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Asteroide do tamanho de prédio colide com Lua e gera impacto equivalente a dois campos de futebol, diz NASA
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