As razões para não perder 'Guerra', série estrelada por Sienna Miller e Dominic West

As razões para não perder 'Guerra', série estrelada por  Sienna Miller e Dominic West - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

Clica aqui e vem me seguir no Instagram e comentar a série comigo A nova série-sensação da HBO Max tem um título sucinto. Basta, no entanto, assistir aos primeiros minutos de “Guerra” para imaginar milhões de subtítulos que cairiam bem nesse roteiro. A guerra que testemunhamos na tela é cheia de possíveis composições adjetivas: conjugal, de nervos, moral, surda, sanguínea, fria ou movida a um ódio explodindo em altas temperaturas. A produção é irresistível. Os episódios estão chegando todas as quintas-feiras. Há três disponíveis na plataforma e serão oito no total. Estou ansiosa para assistir ao capítulo da semana que vem. Acompanhamos o divórcio do magnata do ramo de tecnologia Morgan (Dominic West) e da estrela de cinema Carla (Sienna Miller). O casal viveu junto por dez anos. Quando os dois se conheceram, ela, atriz, estava no auge profissional e ganhava altos cachês. Ele era um jovem ambicioso no início da carreira. No momento da separação, Morgan está milionário e Carla entrou em decadência. Há milhares de libras em disputa, mas o dinheiro é só um dos temas dessa história. Qualquer enredo que trate de divórcio tende a cair em armadilhas maniqueístas. Isso não acontece com “Guerra” graças a à qualidade do texto. Nenhum personagem é totalmente positivo ou negativo. A narrativa, em vez de fazer a defesa de uma vítima, procura desestabilizar as certezas. Carla desconfia da fidelidade do marido. Para testá-lo, arma um encontro casual entre ele e uma jovem atriz, Flora (Rose Williams). Morgan cai. A moça faz uma foto dele dormindo ao seu lado num quarto de hotel. O registro é a arma que Carla pretende usar para conseguir arrancar dinheiro do ex. Os advogados de ambos também estão no centro da história. Do lado de Carla ficam Nick (James McArdle) e Serena (Phoebe Fox). Morgan contrata St. John (Pip Torrens) e Beatrice (Nina Sosanya). Outra figura importante é Johhny (Archie Renaux), um jovem ambicioso que faz jogo duplo (e aqui vou evitar o spoiler). O roteiro tem lá seus truques, mas escapa da vulgaridade e o espectador fica envolvido numa teia complexa. É preciso prestar atenção aos detalhes para compreender os meandros do embate. O divórcio em si é um pretexto para cruzar inúmeros assuntos. Todas as relações são selvagens, mas a máscara social prevalece. Os personagens atropelam a ética e expõem a própria ganância, mas mantendo sempre a fleuma e as regras de etiqueta. Os diálogos inspirados são outra marca da série. Esse é um drama jurídico com suspense, diálogos deliciosos e grandes interpretações. A fotografia é bonita e há muitas externas em Londres e locações bem escolhidas. Quando Morgan ameaça fazer um acordo milionário e se declarar “cansado da briga”, ouve do advogado: “Você não pode se divorciar do seu divórcio”. Essa poderia ser a frase-guia do do enredo. PS: A segunda temporada já foi anunciada.

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site O Globo