As cinco músicas mais experimentais gravadas pelo Led Zeppelin

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Fonte da notícia: Whiplash Whiplash

Por Bruce WilliamPostado em 31 de outubro de 2026 O Led Zeppelin construiu boa parte de sua reputação sobre riffs pesados, blues e apresentações explosivas, mas seu catálogo também revela uma banda disposta a experimentar praticamente qualquer coisa que despertasse a curiosidade de seus integrantes.

Em março de 2023, o site Showbiz Cheat Sheet selecionou cinco músicas que considera especialmente representativas desse lado aventureiro do quarteto. A lista inclui sucessos conhecidos, faixas pouco lembradas e até uma gravação que originalmente ficou de fora dos álbuns de estúdio.

A primeira escolha é "Whole Lotta Love", de "Led Zeppelin II" (1969). Embora comece com um dos riffs mais famosos da história do rock, a música logo mergulha numa passagem psicodélica repleta de efeitos.

Jimmy Page utilizou técnicas como o eco reverso e explorou o theremin, enquanto a bateria de John Bonham ganhou tratamentos de reverberação. O resultado foi uma combinação de hard rock com experimentação sonora que ajudou a estabelecer a identidade musical do grupo.

Outra faixa escolhida é "Hats Off to (Roy) Harper", que encerra "Led Zeppelin III" (1970). A gravação nasceu de uma improvisação de Page e Robert Plant, com o guitarrista explorando o slide e o vocalista cantando por meio de um amplificador com efeito de tremolo.

Page explicou à revista Melody Maker que os dois haviam passado uma noite experimentando diferentes ideias de blues, e que Plant aproveitou o equipamento usado anteriormente para amplificar sua gaita. A homenagem ao cantor folk Roy Harper acabou se tornando uma das gravações mais estranhas do repertório do Zeppelin.

"Boogie with Stu", lançada em "Physical Graffiti" (1975), representa uma experiência diferente. Registrada durante as sessões do quarto álbum, a música conta com a participação de Ian Stewart, colaborador dos Rolling Stones, tocando piano.

A gravação tem um clima descontraído e se aproxima do rockabilly, misturando influências americanas com a abordagem característica do grupo. O instrumento de Stewart estava desafinado, detalhe que contribuiu para a atmosfera informal da faixa.

A quarta escolha é "Wearing and Tearing", gravada durante o período de "In Through the Out Door" e lançada apenas em "Coda" (1982). Com andamento acelerado e guitarras particularmente agressivas, a composição costuma ser interpretada como uma resposta do Led Zeppelin à ascensão do punk rock.

Para o Showbiz Cheat Sheet, a faixa se destaca justamente por apresentar um Jimmy Page mais direto e feroz, aproximando o grupo de uma sonoridade que lembrava bandas como o Motörhead. Fechando a seleção aparece "Hey, Hey, What Can I Do", gravada em 1970 e originalmente lançada como lado B do compacto de "Immigrant Song" nos Estados Unidos.

A composição combina guitarras acústicas, elementos de country rock e uma interpretação relativamente descontraída de Plant. A surpresa fica para o trecho final, quando surgem vocais de apoio que dão à música um caráter quase coletivo, bastante diferente das interpretações normalmente associadas ao vocalista.

A seleção demonstra que a experimentação do Led Zeppelin não se limitava a composições longas ou estruturas complicadas. Às vezes, bastava um efeito de estúdio, um instrumento inesperado ou a disposição de experimentar outro estilo musical.

E, naturalmente, uma lista com apenas cinco escolhas deixa de fora outras candidatas bastante evidentes, como "In the Light", "The Crunge", "Carouselambra" e "Kashmir".

Publicação Original Whiplash whiplash.net
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