Articulação dos Povos Indígenas aciona órgãos federais e denuncia escalada de violência contra comunidades em MS após eleições

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) denunciou uma escalada de violência contra comunidades indígenas em Mato Grosso do Sul após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Entre os episódios relatados pela entidade estão assassinatos em Naviraí, atropelamentos em Coronel Sapucaia, ameaças de morte, manifestações racistas e ameaças de envenenamento da água de comunidades em Tacuru e Nioaque.

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Por meio de sua assessoria jurídica, a Apib encaminhou um ofício e uma representação criminal a cinco órgãos federais para solicitar providências diante das denúncias: o Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal (PF), o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Ministério dos Povos Indígenas e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

A Apib pediu a investigação imediata dos episódios relatados, a proteção das comunidades indígenas sob ameaça e a apuração de possíveis omissões policiais diante dos casos. Em Tacuru, o cacique Ivan Montiel, que também é vereador e lidera a Aldeia Sassoró, repudiou as ameaças de envenenamento da água e afirmou que pretende adotar medidas judiciais contra os envolvidos.

Em publicação nas redes sociais, ele relatou ter recebido um áudio em que dois servidores da prefeitura fariam declarações preconceituosas contra as comunidades indígenas. Segundo Montiel, as duas pessoas já foram identificadas e serão alvo de medidas nas esferas criminal e civil.

“Não vamos aceitar preconceito e perseguição de qualquer pessoa. Não vamos aceitar e não vamos ficar calados.

A democracia sempre tem que prevalecer e o respeito também”, afirmou. Veja:

A entidade também cobrou a responsabilização dos envolvidos caso as investigações confirmem as denúncias. Os relatos abrangem diferentes formas de violência em municípios de Mato Grosso do Sul.

A Apib não divulgou, porém, detalhes sobre o conteúdo dos documentos enviados nem informações que indiquem se as autoridades abriram ou não investigações específicas para cada denúncia.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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