Apple quer acelerar uso de IA em seus dispositivos com novos chips de olho nas empresas

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O lançamento da nova geração de Macs com o chip M6 representa, para a Apple, mais do que uma evolução de desempenho dos computadores. Por trás da chegada dos novos equipamentos está uma estratégia mais ampla para ampliar a presença da companhia no mercado corporativo e transformar dispositivos como Macs, iPhones e iPads em peças da infraestrutura de inteligência artificial das empresas. A aposta é fazer com que uma parcela maior dos cálculos de IA seja realizada diretamente nos dispositivos, reduzindo a dependência de servidores em data centers e, consequentemente, o volume de processamento contratado na nuvem. Adeus, telefonema: brasileiros ligam menos e trocam ‘alô’ por áudios, mensagens de texto e emojis iPhone 18 Pro e dobrável: veja o que esperar dos preços e datas da próxima geração da Apple A mudança ocorre em um momento em que as empresas cada vez mais tentam distribuir as tarefas de IA entre a nuvem e os dispositivos utilizados pelos funcionários como forma de reduzir os seus custos com tecnologia. A IDC projeta que metade da inferência de IA nas empresas será realizada em dispositivos ou na borda até 2030. Inferência é a etapa em que o modelo de inteligência artificial efetivamente processa uma solicitação e produz uma resposta. Um estudo da Omdia também aponta para uma mudança gradual na arquitetura corporativa. Entre as organizações que já utilizam IA nos dispositivos, 65% pretendem ampliar esse tipo de processamento. Entre as empresas que já adotam uma arquitetura híbrida, que combina diferentes ambientes, 33% planejam aumentar o uso de processamento local. O levantamento ouviu cerca de 1,6 mil líderes de tecnologia de empresas. É nesse cenário, com o avanço de empresas como Nvidia, Oracle, Google Cloud e AWs, que a Apple tenta se posicionar justamente nesse movimento ampliando os investimentos no Apple Silicon, com chips próprios que combinam diferentes tipos de processamento no equipamento, incluindo CPU e GPU, além de recursos específicos voltados à inteligência artificial. A companhia também vem ampliando as ferramentas de software que permitem aos desenvolvedores adaptar seus próprios modelos para rodar em Macs, iPhones e iPads. A aproximação com desenvolvedores e empresas que trabalham com modelos locais reforça essa estratégia. Além de iniciativas da Ollama e da Misty Studio, a Perplexity apresentou recentemente o Hybrid Compute, recurso que combina processamento local no Mac com processamento em nuvem. A ideia é que uma mesma tarefa não precise ser enviada integralmente aos servidores da empresa. Nesse modelo, determinadas etapas, especialmente aquelas envolvendo arquivos privados e informações sensíveis, podem permanecer no computador, enquanto outras, como pesquisa, planejamento e tarefas que exigem maior capacidade computacional, são realizadas na nuvem. O computador deixa, assim, de ser apenas a porta de entrada para serviços de IA e passa a participar do próprio processamento, explicam analistas. Mas a estratégia da Apple envolve também a ampliação de serviços voltados às companhias com a próxima geração de seus sistemas operacionais, prevista para as próximas semanas. Com a plataforma Apple Business, a empresa pretende permitir que organizações comprem assinaturas de software em volume e distribuam esses aplicativos entre os funcionários, incluindo ferramentas como Slack, Box e Microsoft Office. A Apple também está investindo em ferramentas de identidade e segurança ao ambiente corporativo. Uma das frentes é o Platform Single Sign-On, tecnologia que permite integrar o login do funcionário ao sistema de autenticação utilizado pela empresa. A companhia está ampliando as opções de autenticação multifator e de métodos sem senha, além de permitir maior personalização da experiência de login. Outra frente está relacionada aos ambientes em que os dispositivos são compartilhados por diferentes funcionários. O Modo de Convidado Autenticado permite que um trabalhador faça login em um equipamento usando suas credenciais corporativas e tenha acesso aos documentos, sites e aplicativos necessários para executar suas funções. Ao sair, os dados criados durante aquela sessão são apagados, deixando o dispositivo pronto para o próximo usuário. O recurso, que já estava disponível no Mac, chegará ao iPadOS.

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