Após votar, Lula minimiza empate técnico com Flávio e diz que pesquisa que vale é a de hoje

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Fonte da notícia: Valor Valor

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) minimizou, neste domingo (4), as pesquisas eleitorais que mostram um empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu principal adversário na corrida eleitoral. Segundo Lula, os levantamentos feitos até sábado (3) "não valem nada" em comparação à apuração das urnas hoje. "O Brasil não irá para frente com miliciano", comentou. "Toda e qualquer pesquisa feita ontem, antes de ontem, não vale nada dentro da pesquisa que vai ser feita às 17h. Quando chegarmos às 17h, vai ter a pesquisa definitiva. Ali não tem dois para mais ou dois para menos. Ali não tem variação. Ali é o resultado final das eleições", afirmou o presidente a jornalistas, depois de votar, em São Bernardo do Campo (SP). "A pesquisa que vai valer, seja boa ou a ruim, é a que acontecer." As declarações aconteceram nesta manhã, após votar. O presidente chegou ao colégio onde é seu local de votação às 9h05 e estava acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, do vice de Haddad, Márcio França (PSB), e das candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). Antes de votar, o presidente tomou café da manhã com sindicalistas, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Além deles, também estavam os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, do Trabalho, Luiz Marinho, o presidente licenciado do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercante, o presidente do Prerrogativas, Marco Aurélio Carvalho, e o ex-presidente Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Moisés Selerges. Apesar de se dizer confiante com a votação de hoje, Lula ponderou que sabe que "ainda preciso fazer muito". "Eu estou confiante no governo que nós fizemos. Estou confiante nas necessidades do povo brasileiro. Estou confiante que fizemos muito, mas ainda é preciso fazer muito", admitiu. Sem citar diretamente Flávio, Lula voltou a apostar na comparação entre ele e seu principal adversário e a falar sobre o Banco Master. Segundo ele, "o povo vai ter que escolher entre o fortalecimento do regime democrático ou a barbárie, entre o positivismo e o negacionismo, entre o desenvolvimento e o atraso, entre o crescimento econômico e o retrocesso", disse.

"O Brasil não irá para frente facilitando a venda de armas. O Brasil irá para frente facilitando a distribuição de livros didático nas escolas. O Brasil não irá para frente com miliciano. O Brasil não irá para frente com essa orgia que se faz em torno da quadrilha do Banco Master", complementou. Ainda, ele se disse confiante com a vitória de Haddad, Marina e Tebet.

Mesmo sob um cenário polarizado, Lula disse que o resultado das eleições será respeitado. "O povo é soberano e o resultado do povo será acatado por todos", disse. Em outro momento, o presidente voltou a pedir para que as pessoas com mais de 70 anos vão às urnas, em uma tentativa de driblar a abstenção do pleito.

Reforma no Supremo

Lula prometeu que, se reeleito, vai propor uma reforma no Judiciário, com mandato para os ministros e mudança no critério de escolha. O próximo presidente deve indicar ao menos quatro magistrados, com a vaga que já está aberta, de Luís Barroso, e com as que vão abrir com a aposentadoria prevista nos próximos anos de Luiz Fux, Cármen Lucia e Gilmar Mendes.

“Eu ganhando as eleições, vou propor para o ano que vem uma reforma no poder Judiciário e também tem que ter uma reforma na política”, afirmou.

“Quero fazer a próxima reforma. Eu quero definir o tempo de mandato de um ministro da Suprema Corte. Quero definir que quem quiser ser ministro da Suprema Corte não pode querer ser rico. É incompatível. Aquilo é um sacerdócio e as pessoas estão lá para cumprir uma função e para cumprir a Constituição”, disse o presidente. “E eu quero consultar as pessoas para saber como é que a gente vai montar um conselho para escolher quem é que vai pra Suprema Corte.”

Lula comentou que o Supremo precisa de mais mulheres. Apesar disso, nos últimos quatro anos à frente do Executivo, o presidente indicou três homens à Corte, e nenhuma mulher.

Presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Foto: Cristiane Agostine/Valor

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