Após seis anos na China, Marcelo Ninio reestreia sua coluna a partir do México

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O GLOBO estreia nesta sexta-feira a nova coluna do jornalista Marcelo Ninio, um dos correspondentes internacionais mais experientes da imprensa brasileira. Após seis anos na China, nos quais compartilhou com os leitores do jornal relatos e análises sobre a segunda maior economia do mundo, Ninio passa a assinar sua coluna da Cidade do México. Coluna Marcelo Ninio: Leia relatos e análises da geopolítica mundial Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp Quer morar fora? Veja guia interativo do GLOBO que reúne informações sobre 36 países O olhar continuará voltado aos movimentos da geopolítica mundial e seus impactos para o Brasil, só que agora com foco mais apurado na América Latina. Será o quinto posto de correspondente de Ninio, depois de Genebra, Jerusalém, Washington e Pequim. Num momento em que o continente torna-se prioridade para os Estados Unidos de Donald Trump e palco da rivalidade com a China, o México é um ponto de observação estratégico, diz o jornalista.

Marcelo Ninio no Zócalo, praça central da Cidade do México Arquivo pessoal Das sete últimas eleições presidenciais no continente, todas foram vencidas por candidatos apoiados por Trump, numa onda de direita que atesta a capacidade de influência do presidente americano. Na mais recente iniciativa de Washington, 18 países latino-americanos aderiram ao plano de segurança capitaneado por Trump, batizado de ‘Escudo das Américas’ — Brasil e México ficaram de fora, em meio a temores de ameaça à soberania.

Com mais de 3 mil quilômetros de fronteira com os EUA, o México condensa de forma intensa os custos e benefícios na relação com a maior superpotência mundial, muitos deles comuns aos demais países latino-americanos. Para Ninio, à medida em que a disputa entre EUA e China tende a se exacerbar no continente, os governos da região serão cada vez mais desafiados a buscar um equilíbrio entre os riscos e oportunidades criados pela rivalidade. — Em nenhum outro país este dilema é tão presente quanto no México: de um lado, a dependência econômica dos EUA, destino de 80% de suas exportações; de outro, os investimentos chineses, fonte de tensão com Washington — afirma Ninio. Marcelo Ninio: As novas fronteiras do domínio chinês, seis anos depois A posição geográfica e a relação historicamente complexa com os EUA fazem do México uma base privilegiada para acompanhar as transformações atuais vividas pela América Latina, aposta o jornalista. Com a reestreia da coluna, explica, a ideia é oferecer ao leitor histórias locais de países da região, grandes, médios e pequenos, que sejam interessantes e informativas sobre o lugar que eles ocupam no atual mapa geopolítico. Da China ao México, com todas as óbvias diferenças entre os dois países, alguns pontos em comum chamaram a atenção do jornalista. — Mexicanos e chineses têm obsessões semelhantes: sua comida e sua própria história.

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