Após reação global, Infantino recua no tom e diz que privatização da Copa do Mundo é 'opcional'

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Pressionado pela forte reação de confederações e federações nacionais ao projeto de reestruturação comercial da Fifa, o presidente Gianni Infantino tentou reduzir a tensão nesta quarta-feira ao afirmar que a proposta de criação da FIFA Forward Enterprise (FFE) não representa uma imposição às associações filiadas. Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, o dirigente classificou a iniciativa como "uma oportunidade, não uma obrigação". Fifa vai vender a Copa do Mundo? Entenda em cinco pontos a proposta de Infantino para o torneio Novo cartão-postal: Manchester United mostra detalhes de novo estádio com capacidade para 100 mil torcedores; veja fotos A declaração ocorre dias depois de a proposta provocar críticas de entidades como Uefa e Concacaf, além de alimentar discussões sobre uma possível privatização da Copa do Mundo e de outras competições organizadas pela Fifa. Segundo Infantino, a criação da FFE ainda está em fase de consultas e só poderá ser implementada caso seja aprovada pela maioria das 211 federações filiadas e pelo Conselho da FIFA. — A FIFA Forward Enterprise é, na verdade, uma proposta, uma oferta. Faz parte de um processo democrático, de consulta e, acima de tudo, é uma oportunidade, não uma obrigação — afirmou. O presidente explicou que a nova subsidiária permaneceria sob controle da própria Fifa e teria como missão concentrar toda a operação comercial da entidade, incluindo a organização de competições, direitos de transmissão, patrocínios, licenciamento e novos projetos voltados ao desenvolvimento do futebol. Infantino argumentou que o novo modelo permitiria explorar receitas ainda não aproveitadas e ampliar os recursos destinados às federações nacionais. De acordo com o dirigente, cada associação teria a possibilidade de receber até US$ 40 milhões (cerca de R$ 224 milhões, na cotação atual) durante o próximo ciclo de investimentos, por meio do programa FIFA Fast Forward. — É uma oportunidade de ouro para impulsionar o desenvolvimento do futebol em nível global. Mas reitero: trata-se apenas de uma oferta, não de uma obrigação. Temos o dever de discutir essa possibilidade com todos — declarou. Na parte final do pronunciamento, o presidente da Fifa buscou tranquilizar torcedores e dirigentes ao afirmar que a governança do futebol permanecerá sob responsabilidade exclusiva da entidade. — Os torcedores continuam sendo a pedra angular do futebol. O esporte que eles amam não vai mudar. A FIFA continuará governando o futebol sem qualquer interferência externa, e competições como a Copa do Mundo e a Copa do Mundo Feminina permanecerão sob responsabilidade da entidade — concluiu. O pronunciamento representa a primeira tentativa pública de Infantino de conter a crise gerada pela proposta, que segue enfrentando resistência entre diferentes confederações e promete continuar no centro do debate político do futebol internacional nas próximas semanas.

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