O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro dá o pontapé inicial para sua 59ª edição nesta sexta-feira (11), no Distrito Federal. O mais antigo festival cinematográfico em atividade do país teve sua edição 2026 ameaçada. No mês passado, a organização chegou a anunciar o cancelamento do evento após reunião com representantes da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF em que foi comunicado que o órgão não repassaria os valores acordados para a realização. Após forte repercussão na imprensa e nas redes sociais, horas depois, a governadora Celina Leão (PP) confirmou a realização do festival. ‘Vicentina pede desculpas’: Festival de Toronto começa com filme brasileiro na disputa em meio a expectativa de concorrer ao Oscar Oscar 2027: Conheça os 6 filmes finalistas na corrida para representar o Brasil na premiação; veja como assistir Antes de voltar atrás, Leão chegou a afirmar que não iria priorizar a realização do Festival de Brasília diante da crise orçamentária causada pelo caso do Banco de Brasília (BRB). O banco estadual se encontra em colapso após negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, que somaram R$ 30 bilhões segundo dados da própria instituição. A cerimônia de abertura acontece a partir das 19h30, na Sala Vladimir Carvalho do Cine Brasília, palco principal do festival. A solenidade contará com homenagem a Julia Lemmertz. A atriz receberá o Troféu Candango de Conjunto da Obra quatro décadas após ser reconhecida com o prêmio de melhor atriz coadjuvante por sua atuação em "A cor do seu destino" (1986), de Jorge Durán. O longa será exibido em sessão especial no sábado (12), no Cine Cultura Liberty Mall. Além da homenagem, a abertura do Festival de Brasília contará com as exibições do curta "Brasília — Planejamento urbano" (1965), de Fernando Coni Campos, e "A pele morta" (2026), com direção dos irmãos Bruno Fatumbi Torres e Denise Moraes. Eles assumiram o desafio após a morte do pai, o cineasta Geraldo Moraes, importante nome do cinema do DF que iria realizar o longa, mas faleceu antes do início das gravações. "A pele morta" é um road movie que começa no Mato Grosso do Sul e segue por estradas até o Paraguai. A trama acompanha a relação entre um caminhoneiro uruguaio (vivido por Cesar Troncoso) e um jovem de origem indígena (Luan Iturve), que trabalha como ajudante dele ao longo da viagem. Com direção artística do crítico, cineasta e programador Eduardo Valente, o festival contará com sete longas na competição oficial pelos troféus Candangos. São eles: "Ana, en passant", de Fernanda Salgado; "Pequenas tragédias", de Daniel Nolasco; "Tudo é tempo", de Marcos Guttman; "Todo o sentimento", de Ary Rosa e Glenda Nicácio; "Privadas de suas vidas", de Gustavo Vinagre e Gurcius Gewdner; "Se eu fosse vivo… vivia", de André Novais Oliveira; e "Sabes de mim, agora esqueça", de Denise Vieira. O Festival de Brasília acontece até o dia 19. Ao longo da programação, o evento realizará outras homenagens a nomes como a cineasta Tata Amaral, reconhecida com o Prêmio Leila Diniz, que celebra mulheres que abriram caminhos dentro do cinema nacional, e a museóloga e conservadora audiovisual Fernanda Coelho, que receberá a Medalha Paulo Emílio Sales Gomes. Confira a programação completa: Abertura/Encerramento “A pele morta”, Bruno Fatumbi Torres e Denise Moraes (BA) “O verão da lata”, de Santiago Dellape (DF/RJ) Mostra competitiva nacional de longas “Ana, en passant”, Fernanda Salgado (MG) “Pequenas tragédias”, Daniel Nolasco (GO) “Privadas de suas vidas”, Gustavo Vinagre e Gurcius Gewdner (SP) “Sabes de mim, agora esqueça”, Denise Vieira (DF) “Se eu fosse vivo... vivia”, André Novais Oliveira (MG) “Todo o sentimento”, Ary Rosa e Glenda Nicácio (BA) “Tudo é tempo”, Marcos Guttman (RJ) Caleidoscópio “Cacimba”, de Rodrigo Campos (MG) “Mulheres do bando”, Thamires Vieira (BA) “Os fantasmas gentis”, de Caetano Gotardo (SP) “Os vivos caminham a terra”, Pedro Maia de Brito (PE) “Tempo à faca”, de Diogo Oliveira (BA) Sessões especiais Longas “Histórias de terror e delicadeza”, de Jimi Figueiredo e Sérgio Sartório (DF) “Norte sul esquerda direita”, Ricardo Ribeiro (SP) “Pitico: Hermes Ayres Azevedo (1881-1959) – historiador da província”, Julio Bressane (RJ) “Pontos de partida”, de Silvio Tendler (SP/RJ) Curtas “A última diária”, de Marcelo Pelúcio e Zefel Coff (DF) “Música secular”, de Emanuel Lavor (DF) Série “Delegado”, Marcelo Lordello e Leonardo Lacca (PE) História(s) do cinema brasileiro — contemporâneos “Fernando Coni Campos: cada um vive como sonha”, Luis Abramo e Pedro Rossi (RJ) “Drops de anis”, de Samuel Lobo e Rodrigo de Janeiro (RJ) “Adeus Brasília”, de Moacir Macedo (DF) História(s) do cinema brasileiro — Clássicos “Brasília: planejamento urbano”, de Fernando Coni Campos “Um céu de estrelas”, de Tata Amaral “A cor do seu destino”, de Jorge Durán “Brasília segundo Feldman”, de Vladimir Carvalho “A paisagem natural”, de Vladimir Carvalho “O sertão do Rio do Peixe”, de Vladimir Carvalho “Drops de cinema do Arquivo Público DF + Parque Rogério Pithon Farias” Festival dos festivais “Proust palimpsesto”, de Carlos Adriano (SP) “A caminhada sagrada de Tatatxi Ywarete”, de Wera Djekupe (ES) “Para os guardados”, de Desali e Rafael dos Santos Rocha (MG) “Afrolatinas: mulheres negras em movimentos”, de Viviane Ferreira (BA) “Flora e Airto: o som revolucionário”, de Jom Tob Azulay (RJ) Premiere DF “Brasifilia”, de Francenilton Klava (DF) “Jornada nas estrelas”, de Angelo Pignaton (DF) Festivalzinho Longas “O menino que carregava água na peneira”, de Daniel Leite Almeida (MS) “Folclórica”, de Rodrigo Aragão (ES) Curtas “Em que língua você ri?” (PR) “O medo de Edu” (SP) “Sonhos voadores” (SP) “Theo” (SP) “Bruce Spike: missão contra o medo” (MG)
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Após quase ser cancelado, Festival de Brasília abre 59ª edição com filme 'A pele morta' e homenagem a Julia Lemmertz
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O Globo
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