Após nova falha, Ricardo Nunes decide trocar chefia do Smart Sampa

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) vai trocar a chefia do Smart Sampa, programa municipal de monitoramento, após a descoberta de nova falha no sistema que permitiu o acesso indevido a pelo menos 17 mil câmeras de empresas parceiras da prefeitura. O acesso às imagens ocorreu sem necessidade de senha durante pelo menos cinco dias por meio de um site associado à Sentinelx, empresa responsável pela infraestrutura tecnológica do programa.

O caso acontece pouco mais de dez dias depois que outra falha, ainda mais ampla, permitiu a navegação pelas mais de 58 mil câmeras integradas ao sistema. Diante das falhas, Nunes vai exonerar a atual coordenadora Pamella Cecarelli Candido, que estava na função desde o início do projeto.

Em seu lugar assume Silvio Conceição Thomé, atualmente responsável pela área de Políticas Integradas e Parcerias da Secretaria Municipal de Segurança Urbana, pasta à qual o Smart Sampa está vinculado. Thomé é especializado em gestão de projetos.

Além do novo coordenador, o prefeito paulistano vai nomear o novo número 2 do programa. Trata-se do advogado especialista em direito público Gustavo Zardi, atual diretor de Parcerias e Cooperação Técnica da secretaria.

A informação das trocas foi publicada pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo GLOBO.

As novas falhas Segundo reportagem publicada pelo UOL, na última terça-feira (03), a vulnerabilidade afeta equipamentos hospedados na nuvem da empresa Monuv, que também faz parte do ecossistema de provedoras utilizadas pelo sistema municipal.

Durante o período de apuração, o veículo conseguiu acessar imagens ao vivo de diversas ruas, inclusive endereços de autoridades públicas e ex-presidentes, como Michel Temer e Fernando Henrique Cardoso. Para acessar o sistema sem as credenciais apropriadas foi utilizado um código-fonte aberto de um site associado à Sentinelx, que entregava sem resistência os endereços dos servidores de busca.

A falha permitia acessar cadastros completos e links diretos das transmissões privadas, contrariando as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Assim como no primeiro vazamento, repórteres foram até o bairro dos Campos Elíseos e apareceram nas câmeras com jornal do dia para provar que o acesso ocorria em tempo real.

Os acessos irregulares só foram suspensos na última sexta-feira (30), após as empresas envolvidas receberem questionamentos sobre a confiabilidade do sistema. Em nota, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana informa que a lista com links mencionada pela reportagem nunca esteve pública ou disponível para acesso na internet.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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