Após ser resgatada de maus-tratos, Frida precisou de tempo para superar o medo de outros animais; encontro com primeiro amigo mostra evolução Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
Uma cachorrinha resgatada de maus-tratos que tinha medo de outros cães protagonizou uma cena emocionante ao aceitar o carinho de um novo amigo. Frida, conhecida pelo apelido de “fiapo de manga” por causa do topete charmoso, está aprendendo a conviver com outros animais e mostrou um avanço importante em sua recuperação.
Moradora de Salvador, na Bahia, ela apareceu em um vídeo publicado no Instagram em 2 de setembro. Nas imagens, Frida está sentada ao lado de um cachorro maior, até que ele coloca uma das patas sobre ela, em um gesto que parece um abraço.
Em vez de se afastar, a cachorrinha aceita o contato e permanece pertinho do companheiro. A expressão tranquila e o jeitinho sorridente chamaram a atenção de quem acompanha sua história.
“Veja uma fiapo de manga com trauma de outros cachorros sendo abraçada pelo seu primeiro aumigo”, escreveu a tutora na publicação. Assista ao vídeo:
Cachorrinha resgatada de maus-tratos tinha medo de outros cães, mas aceita abraço de novo amigoVídeo: Frida Fiapo/frida.fiapo/Instagram Frida já reúne mais de 22,6 mil seguidores no Instagram, onde compartilha momentos da rotina com a família, entre brincadeiras, carinho e sonequinhas.
Mas chegar a essa fase mais tranquila exigiu paciência e um período de adaptação. Em conversa com o site Amo Meu Pet, a tutora contou que Frida foi retirada da casa de uma mulher que praticava maus-tratos contra ela.
O abrigo responsável pelo resgate recebeu denúncias de vizinhos e acolheu a cachorrinha. Durante esse período, porém, os responsáveis perceberam que ela apresentava muita dificuldade para conviver com outros cães, principalmente os de grande porte.
Por isso, Frida foi encaminhada para um lar temporário, onde poderia receber cuidados em um ambiente mais adequado às suas necessidades. A origem exata do medo de outros animais ainda é desconhecida.
Segundo a tutora, uma adestradora levantou a possibilidade de que a cachorrinha já tivesse sido atacada anteriormente. Depois de iniciar o processo de adaptação e adestramento, Frida começa a demonstrar mais confiança na presença de outros animaisVídeo: Frida Fiapo/frida.fiapo/Instagram
“Não sabemos exatamente o que aconteceu para o trauma com os cachorros, mas, segundo a adestradora, é possível que ela já tenha sido atacada pelo nível do trauma”, contou. O receio não se limitava à presença de outros cães.
Quando chegou à nova casa, Frida tinha medo de praticamente tudo. Movimentos bruscos, por exemplo, faziam com que ela se encolhesse, como se esperasse receber uma agressão.
A família precisou respeitar seu tempo e oferecer experiências positivas para que ela começasse a se sentir protegida. “Hoje ela é uma cachorrinha muito feliz e bem mais confiante”, afirmou a tutora.
Mesmo com os avanços, a convivência com outros animais continuou sendo um desafio. Por isso, a família iniciou um processo de adestramento para ajudá-la a lidar melhor com essas situações.
O gesto de carinho do novo amigo representa mais um passo no processo de recuperação da cachorrinha resgatadaVídeo: Frida Fiapo/frida.fiapo/Instagram Cães que sentem medo de outros animais podem aprender a lidar melhor com a presença deles, mas a evolução depende das experiências anteriores, da intensidade do medo e das características de cada animal.
O Riney Canine Health Center, ligado à Universidade Cornell, em Nova York, nos Estados Unidos, recomenda identificar as situações que provocam medo e evitar expor o cachorro a elas de maneira intensa. Isso significa que um animal assustado com a aproximação de outros cães não deve ser obrigado a interagir com desconhecidos ou levado diretamente a ambientes cheios de animais.
Entre as estratégias utilizadas por profissionais estão a dessensibilização gradual e o contracondicionamento. A ideia é apresentar o estímulo que provoca medo aos poucos, em uma intensidade que permita ao cachorro permanecer tranquilo, associando aquela experiência a algo positivo.
Na prática, o contato com outro cão pode começar a uma distância confortável. Quando o animal observa o companheiro sem demonstrar sinais de estresse, pode receber uma recompensa, como um petisco.
Com o tempo, e somente se demonstrar segurança, a distância pode ser reduzida gradualmente. Caso o cachorro volte a apresentar medo, é importante aumentar o espaço e respeitar seus limites.
Quando a reação é intensa ou persistente, o acompanhamento de um profissional qualificado é importante. Em algumas situações, o tratamento também pode envolver recursos médicos para ajudar o animal a lidar com a ansiedade.
Para Frida, cada experiência positiva representa um passo nessa caminhada. Depois de aprender que pode confiar novamente nos humanos, a cachorrinha também começa a descobrir que a presença de outros cães pode trazer carinho, companhia e novas amizades.
Lidia Gabriella é repórter do ND Mais, no Núcleo Nacional, e acompanha de perto as tendências digitais e os assuntos que mais repercutem no noticiário brasileiro e mundial. Curiosa e atenta aos temas que movimentam o país, escreve sobre comportamento, entretenimento, ciência, astrologia e assuntos que repercutem nas redes e no cotidiano dos leitores.
É jornalista em formação pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e atua na área esde 2022. Tem experiência em portal de notícias e assessoria de comunicação no Ceart-Udesc.
Participou de coberturas de Carnaval, Olimpíadas e das enchentes no Rio Grande do Sul. Também cobriu as Eleições 2024 pelo ND Mais, focada na produção de matérias factuais sobre o andamento do pleito em diversas cidades do Brasil.
Leia mais ▾
ND Mais