O filho mais velho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a América Latina passou a ser mais pró direita e a esquerda passou a perder eleições desde que o governo republicano extinguiu a Usaid, agência americana de ajuda internacional. Em publicação nas redes sociais horas após o fim do primeiro turno, Donald Trump Jr. escreveu que desde o desmantelamento da Usaid, 'a esquerda não ganhou uma única eleição presidencial na América Latina'. 'Eles chamavam isso de ajuda, mas era interferência eleitoral. Obrigado, Elon Musk, por trazer isso à luz. O golpe acabou', escreveu. Sem apresentar evidências, Trump Jr. disse que bilhões de dólares eram destinados para ajudar ONGS que, segundo ele, 'convenientemente sempre apoiavam o mesmo lado'. Ele também complementou que a agência realizava 'interferência eleitoral'. Musk, aliás, também comentou em um post que falou sobre as eleições brasileiros destacando o mesmo tema. Segundo o empresário e dono da rede social X, a 'Usaid se envolveu em interferência eleitoral e mudança de regime em todo o mundo, causando imensos conflitos'. O governo Trump alega que as organizações e governos beneficiados eram sempre de esquerda e relacionadas a ex-integrantes democratas do governo. A Usaid foi fundada em 1961 pelo presidente John F. Kennedy para promover ajuda internacional americana. Trump Jr. mantém proximidade com a família Bolsonaro, especialmente com Eduardo Bolsonaro, na qual já chamou de 'amigo'. Trump diz que 2° turno das eleições no Brasil será 'acirrado' Donald Trump, presidente dos Estados Unidos Divulgação/Casa Branca O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o segundo turno das eleições no Brasil deve ser muito "acirrado". Questionado sobre o desempenho de Flávio Bolsonaro, o presidente classificou o momento como uma grande vitória. As declarações ocorreram em frente à Casa Branca nesta segunda-feira (5), antes do republicano partir para um compromisso político no estado de Nebraska. Trump disse ainda estar surpreso com resultado, mas evitou entrar em mais detalhes sobre a disputa polarizada nas eleições brasileiras. Nos dias anteriores ao pleito, o republicano não respondeu se apoiaria o filho de Jair Bolsonaro. Na sexta-feira (2), o presidente americano afirmou estar de olho em tudo e que iria observar de muito perto a eleição do Brasil. Nesta segunda-feira, Marco Rubio também se pronunciou. O secretário de Estado do país disse que "todos esperavam" que o embate entre Flávio e Lula fosse até o segundo turno e pontuou, ainda, que o governo americano permanecerá acompanhando a disputa. Trump também elogiou a rapidez da apuração no pleito brasileiro e utilizou a eficácia na divulgação dos resultados para criticar as eleições internas nos Estados Unidos, ao citar uma demora na contagem de votos em cidades democratas. O posicionamento do republicano pode ser interpretado como parte da campanha de pressão rumo aos midterms. Nas eleições de meio de mandato no país norte-americano, o partido dele, Republicanos, busca manter o controle do Congresso. O pleito está marcado para 3 de novembro. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos Divulgação/Casa Branca
Após eleição no Brasil, filho de Trump diz que corte em agência de ajuda internacional fez esquerda perder
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